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Preço do pão francês sobe 17,3% em Goiânia

Aumento do valor do trigo no mercado internacional motivou também a alta de outros produtos derivados do cereal, como massas e biscoitos

A disparada do preço do trigo no mercado internacional refletiu no preço dos produtos derivados do cereal nas panificadoras e supermercados de Goiânia. Queridinho do café da manhã, o pão francês, chegou ao preço médio de R$ 9,01 o quilo, elevação nos últimos 12 meses de 17,3% – segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Pão de forma, macarrão e biscoitos seguem a mesma pressão inflacionária – com aumentos entre 10% e 20%. A tendência é de que os valores permaneçam em alta até setembro, quando a colheita da safra de trigo da Região Sul do País trouxer alívio aos estoques.

A alavancada do preço do dólar iniciada no ano passado e uma quebra significativa da safra de trigo argentino são os principais fatores para os aumentos dos valores, de uma forma geral, de produtos panificados em Goiás.

Como se não bastassem os problemas nas lavouras e a valorização da moeda norte-americana (o trigo é comercializado em dólar), a partir de janeiro deste ano, medidas econômicas adotadas pelo governo federal contribuíram ainda mais para a majoração do trigo. “O governo brasileiro não tomou iniciativa de renovar os benefícios de 10% na compra de trigo fora do Mercosul. Além disso, a partir de janeiro, ao contrário de antes, paga-se 25% de frete para renovação da Marinha Mercante”, explica o presidente do Sindicato das Indústrias de Panificação e Confeitaria do Estado de Goiás (Sindipão), Luiz Gonzaga de Almeida.

Embora o preço médio do quilo do pão francês seja de R$ 9,01, a reportagem de O POPULAR encontrou valores que variam entre R$ 8,49 a R$ 11,05. Segundo Luiz Gonzaga, o quilo de um saco de 50 quilos da farinha de trigo dobrou nos últimos 15 meses – quando começou a ascendência dos preços. Na prática, o saco de 50 quilos saiu de R$ 60 para R$ 120. “O trigo é a principal matéria-prima de 90% do que é feito nas panificadoras. Estamos muito preocupados”, explicao presidente do Sindipão. Ele conta que os proprietários tendem a repassar o mínimo possível no valor do pão francês e diluem o restante no mix de produção.

O proprietário da Panificadora Pingo de Mel, Aparecido Cornélio, conta que o preço do saco de trigo de 25 quilos ficou 15% mais caro nos últimos dias. “O comércio já está retraído e isso ainda piora nossa situação”, ressalta. O preço do quilo do pão francês é comercializado em seu estabelecimento a R$ 8,99. “Há um ano era R$ 5,90”, diz.

O analista de mercado da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Goiás (Faeg), Pedro Arantes, explica que o alívio no fim do ano é momentâneo. Isso porque a maioria do trigo colhido no Sul do País é de qualidade própria para biscoitos, já que a qualidade não se enquadra aos padrões necessários para panificação. “A indústria da panificação absorve muito pouco do nosso trigo. Por isso, temos uma dependência muito grande da exportação de outros países como Argentina, Estados Unidos e Canadá”, diz Pedro Arantes.

DERIVADOS

Embalados pela disparada do preço do trigo, macarrão, biscoito, pão de forma e a própria farinha de trigo ficaram mais caros para o consumidor. O encarregado de compras do Super 10 Supermercados, Alberto Gomes, conta que no início do ano estes produtos elevaram cerca de 3% e, recentemente, houve um novo reajuste de 7%. “Tivemos que repassar para o consumidor”, afirma.

Para o proprietário do Supermercado Oliveira, Marino Rodrigues Oliveira, o preço do macarrão de primeira linha subiu 21% nos últimos 40 dias. “Os consumidores estão optando por outras marcas e os produtos de melhor qualidade estão ficando nas gôndolas”, diz.

Fonte: O Popular

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