Preço da cesta básica sobe em 15 de 17 capitais em maio, diz Dieese

O preço mais alto da cesta foi encontrado em São Paulo. Os menores custos são de Aracaju

O preço da cesta básica subiu em 15 das 17 capitais pesquisadas pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) em maio, segundo divulgação nesta segunda-feira (4).

O preço mais alto da cesta foi encontrado em São Paulo, onde os produtos custaram em média R$ 283,69 (ante R$ 277,27, em abril), seguida por Manaus (R$ 272,86, ante R$ 268,10).

Os menores valores foram encontrados em Aracaju (R$ 199,26), João Pessoa (R$ 225,94), Salvador (R$ 228,25).

COMPONENTES

Segundo o instituto, a alta foi influenciada pela elevação do preço do óleo de soja, banana, feijão e tomate.

As maiores taxas no preço do óleo de soja foram decorrentes da sazonalidade climática, com intensas chuvas que alagaram as plantações no país, levando a perda do produto. Além da redução na safra, a forte demanda internacional para o produto e a desvalorização do real levaram produtores e exportadores a elevar os preços para atingir o patamar praticado pelos mercados internacionais (commodities).

Em Recife (8,19%), Belém (7,93%) e Goiânia (7,43%), enquanto a menor variação deu-se em Manaus (0,99%). Também em 12 meses, a alta foi registrada em 16 localidades, com destaque para Vitória (14,73%), Belém (13,46%), Rio de Janeiro (12,88%) e Recife (12,12%).

Em maio, os maiores aumentos no preço da banana foram apurados em Goiânia (21,59%), Recife (16,40%) e Salvador (14,09%) e a única redução ocorreu em Brasília (-7,66%).

O feijão continua a apresentar tendência de alta, e mais uma vez, os aumentos são mais significativos em capitais onde é acompanhado o preço do feijão de cores: Aracaju (15,51%), Goiânia (12,84%) e Belo Horizonte (9,85%). Intensa e prolongada seca em áreas de plantio –em especial Irecê (BA)– e muita chuva na região Sudeste justificam a alta, juntamente com a redução nas áreas de cultivo sob alegação de baixos preços.

SALÁRIO MÍNIMO

O Dieese estima mensalmente o salário mínimo necessário para a compra da cesta, que, em maio, foi correspondente a R$ 2.383,28 (3,83 vezes o salário mínimo vigente, R$ 622), valor inferior ao de abril (R$ 2.329,35).

O cálculo é feito com base no maior valor apurado para a cesta e levando em consideração o preceito constitucional que estabelece que o salário mínimo deve suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.

Em maio de 2011, quando o menor salário do país era R$ 545, o mínimo necessário foi estimado em R$ 2.293,31, ou 4,21 vezes o mínimo em vigor.

A jornada de trabalho (do assalariado que ganha salário mínimo) necessária para a aquisição da cesta total foi, em maio, de 88 horas e 21 minutos, pouco mais do que no mês anterior, que era de 85 horas e 53 minutos. Em maio de 2011, a jornada exigida era bem menor, ficando em 95 horas e 16 minutos.

CUSTO DA CESTA BÁSICA EM MAIO, EM R$:

Natal – R$ 232,82
Salvador – R$ 228,25
Vitória – R$ 271,16
Rio de Janeiro – R$ 260,49
Florianópolis – R$ 255,29
São Paulo – R$ 283,69
Fortaleza – R$ 234
Porto Alegre – R$ 272,45
Belém – R$ 250,61
Curitiba – R$ 255,32
Aracaju – R$ 199,26
Belo Horizonte – R$ 264,95
Goiânia – R$ 246,39
João Pessoa – R$ 225,94
Brasília – R$ 253,21
Manaus – R$ 272,86
Recife – R$ 239,92

Fonte: Folha.com

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