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Número de trabalhadores na indústria cai de novo

Pesquisa aponta que, no confronto entre novembro de 2012 e igual mês do ano anterior

A queda de 0,6% na produção industrial brasileira em novembro de 2012 não gerou demissões, mas reduziu o salário aos funcionários do setor. É o que aponta a pesquisa industrial mensal de emprego e salário divulgada ontem pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Em novembro, o nível do pessoal assalariado na indústria ficou estável frente a outubro, quando foi registrada alta de 0,4%. Já o número de horas pagas aos trabalhadores da indústria, descontadas as influências sazonais, caiu 0,2% na comparação com outubro, após avançar 1,1% no mês anterior.

Na comparação com novembro de 2011, a queda no total do pessoal ocupado assalariado na indústria foi de 1%, sendo o 14º resultado negativo consecutivo nesse tipo de confronto. No acumulado dos 11 meses de 2012, o recuo foi de 1,4% frente a igual período do ano anterior.

Segundo o IBGE, no confronto com novembro de 2011, a redução do contingente de trabalhadores ocorreu em dez dos 14 locais pesquisados. O principal impacto negativo foi observado na região Nordeste (-4%), pressionado pelas taxas negativas em 12 dos 18 setores investigados, especialmente nas indústrias de refino de petróleo e produção de álcool (-21%), indústrias extrativistas (-9,7%) e de vestuário (-6,6%).

Resultados negativos também foram apurados no Rio Grande do Sul (-3,6%), Pernambuco (-6,7%), Rio de Janeiro (-2,7%) e São Paulo (-0,3%). O primeiro foi in­- fluenciado pela queda nos setores de calçados e couro (-11,7%), borracha e plástico (-10,4%) e vestuário (-17,6%). Pernambuco teve perda em alimentos e bebidas (-11,7%). Na indústria fluminense, a pressão ficou por conta de vestuário (-18,0%), papel e gráfica (-11,9%) e minerais não metálicos (-11,5%).

Já São Paulo mostrou recuo nos setores têxtil (-12,6%), meios de transporte (-5,9%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-7,2%), produtos de metal (-6,7%) e vestuário (-9,2%), enquanto o Paraná (1,1%) apontou a principal contribuição positiva, com destaque para os setores de alimentos e bebidas (7,1%) e de máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (10,6%).

Dados indicam otimismo, avalia IBGE

O emprego industrial tem recuado de forma menos intensa do que a produção no ano, indicando que os empresários ainda estão otimistas sobre uma recuperação da atividade nos próximos meses, segundo Fernando Abritta, pesquisador da Coordenação de Indústria do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na passagem de outubro para novembro, enquanto o número de trabalhadores na indústria ficou estável (0,0%), a produção caiu 0,6%. De janeiro a novembro de 2012, a queda acumulada na produção alcançou 2,6%, e o pessoal ocupado registrou retração de 1,4%.

“No ano, o emprego industrial está caindo de forma menos intensa do que a produção, o que pode ser em função de uma perspectiva mais positiva para os meses seguintes. A expectativa de melhora no segundo semestre de 2012 não se concretizou, mas essa perspectiva favorável se mantém para 2013”, justificou Abritta.

Os empresários estariam optando por reter funcionários, mesmo com as perdas registradas na produção, para evitar o custo de demissão e readmissão mais à frente. “É caro admitir para readmitir depois. Tem o custo de treinamento, que são três meses e mais o custo de seis salários na demissão. Então são nove salários”, explicou o pesquisador do IBGE.

Em relação à forte expansão na folha de pagamento da indústria em novembro, Abritta esclarece que o movimento foi atípico, marcado pelo pagamento de 13º salário e participação nos lucros. A alta foi de 7,8% em novembro ante outubro. “Pode ter havido também demissões, e essa folha de pagamento inclui as indenizações motivadas pelas demissões. Tem também o ganho real de renda, já que os trabalhadores têm conseguido em acordos sindicais reajustes salariais acima da inflação”, lembrou o pesquisador. (A­gência Estado).

Fonte: O Hoje (GO)

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