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Novo mínimo lançará mais R$ 788 milhões

Dado equivale à quantia que chegará à economia goiana. Reajustado, salário de R$ 678 deve favorecer comércio

O novo salário mínimo já vigora em todo o País desde o dia 1º de janeiro, com valor de 678 reais. O reajuste é de, exatamente, 8,98%. O aumento foi de R$ 55,87 frente aos 622 reais, em vigor em 2012, e vai beneficiar mais de um milhão de trabalhadores, em Goiás, que têm rendimento baseado no salário mínimo. O acréscimo vai representar um impacto de quase R$ 788 milhões na economia estadual, considerando trabalhadores que recebem salário integral e parcial. O comércio, embora espere o acréscimo com entusiasmo, não deve observar efeitos imediatos nas vendas.

No País, o novo mínimo vai representar um incremento de renda de R$ 32.678 bilhões na economia. Embora eleve o desembolso dos cofres públicos, há uma contrapartida. Com a elevação, a arrecadação tributária terá alta de R$ 15.947 bilhões referente ao aumento do consumo. No comércio deve haver resultados positivos nas vendas, como observado em reajustes anteriores. “Há sempre uma ligeira elevação nas vendas, após o reajuste. É uma melhora no poder aquisitivo e o trabalhador, em especial, o da classe C, sempre gasta um pouco mais”, diz o diretor da Câmara de Dirigentes Lojistas de Goiânia (CDL), Ruimá Dionísio dos Santos.

Mesmo que acanhada, a melhora, no entanto, só é esperada após o segundo bimestre do ano. “É comum que haja melhora imediata nas vendas, após o reajuste, mas, este ano, o endividamento e o pagamento de parcelas atrasadas de bens adquiridos no final do ano passado deverá consumir os primeiros resultados do novo salário”, avalia dos Santos.

Sem muito entusiasmo, o vendedor Jordeir Franco, 36, espera o final do mês para conferir o resultado do reajuste. Para ele, o novo salário mínimo não é muito significativo. “Tudo subiu antes do salário. De alimentos a combustíveis, está tudo mais caro”, assinala o floriculturista. Como é assalariado, mas também recebe comissão de vendas, Franco espera que a movimentação do comércio represente melhora na comissão que recebe mensalmente.

Distribuição

De acordo com a supervisora técnica Leila Brito, do Departamento de Estatísticas de Estudos Socioeconômicos em Goiás (Dieese), 1.082 milhão de assalariados serão beneficiados com o reajuste. O total, considerando aqueles que recebem o salário mínimo integral e parcialmente, no caso de alguns comissionados, por e­xemplo, vai somar R$ 787.692 milhões a mais lançados na economia em Goiás.

O total será distribuído entre 288 mil pessoas que recebem benefícios da Previdência, que são atrelados ao salário mínimo, como aposentadorias, acidentários ou assistenciais, também serão reajustados, somando R$ 209,6 milhões; 455 mil empregados das esferas públicas e privadas, totalizando R$ 331,2 milhões; 170 mil trabalhadores por conta própria (R$ 123,7 milhões); e 169 mil trabalhadores domésticos (R$ 123 milhões).

Ao contrario do observado em Goiás, onde o maior volume será pago aos empregados públicos e privados, o peso do reajuste no País, será maior sobre os cofres da previdência, R$ 15.085 bilhões. É ela também que terá maior compensação com a arrecadação. Serão arrecadados R$ 7.361 bilhões em tributos do consumo com o valor adicional somado ao salário. Em todo o País, o total de brasileiros, com rendimentos referenciados no salário mínimo, chega a 45.522 milhões de pessoas.

Reajuste impactará finanças de prefeituras

O aumento foi de R$ 55,87 no valor do mínimo e representará um impacto de R$ 1,88 bilhão para as prefeituras em todo o Brasil. O índice de reajuste foi superior ao da atualização monetária no período. Desde 2003, o acumulado desses impactos chega a R$ 14 bilhões segundo estudos feitos pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM).

No Estado, a Associação Goiana de Municípios (AGM) faz um levantamento sobre os reflexos junto a folha de pagamento de salários a servidores municipais. O presidente da entidade, Luiz Stival, afirma que, para muitos dos prefeitos que acabam de assumir seus mandatos, pode ser um motivo a mais de preocupação.

“Por um lado, é mais do que justo o reajuste feito pelo governo federal visando à recuperação do poder aquisitivo do trabalhador assalariado, mas, por outro, as prefeituras de municípios pequenos estão passando por um grave momento de dificuldades financeiras, com a redução de recursos. E nesses municípios é grande o número de servidores que ganham salário mínimo”, destacou, em nota à imprensa.

Para o presidente da AGM, “esta política de aumento do salário mínimo adotada pelo governo federal se mostrou bastante salutar à população, mas causa problemas de caixa às prefeituras, porque pressiona fortemente as folhas de pagamentos, principalmente aos municípios têm baixa arrecadação”.

Fonte: O Hoje (GO)

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