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Notificação para que professores deixem a Câmara de Goiânia é adiada

Oficial de Justiça esteve no local, mas não entregou documento a grevistas

Um oficial de Justiça esteve na Câmara Municipal de Goiânia, no fim da manhã desta quinta-feira (10), para notificar os professores e auxiliares administrativos da Rede Municipal a deixarem o plenário, ocupado há dois dias. No entanto, ele saiu o local sem entregar o documento. Mais cedo, a categoria, que está em greve há 15 dias, decidiu em assembleia pela manutenção do movimento.

Por volta das 11h, o oficial de Justiça Roberto Bento chegou à Câmara e foi recebido por uma comissão de vereadores no estacionamento privativo. Ele disse que não queria subir até o plenário para não causar mais tumulto e pediu que representantes dos professores fossem ao seu encontro, o que não aconteceu.

“Eu queria conversar com eles, para sentir se eles estão com intenção de sair ou de ficar mais tempo. Não cabe a mim pressionar eles para sair ou não. Eu vou devolver o mandado, através da minha certidão, e informar para a juíza o que de fato aconteceu aqui, e ela vai tomar a deteminação necessária para dar cumprimento ao mandado”, disse Roberto Bento.

Assembleia

Nesta manhã, os professores e auxiliares administrativos da educação fizeram uma assembleia e decidiram pela manutenção da greve e da ocupação. “Também exigimos a extinção da ação civil pública movida pela prefeitura contra o comando de greve”, disse Renato Peres, um dos líderes grevistas.

Presidente da Câmara, o vereador Clécio Alves (PMDB), esteve no plenário no início da tarde para conversar com os grevistas. Ele disse que quer ajudá-los a negociar com a prefeitura. Sobre a reintegração de posse, ponderou que os próprios manifestantes uma hora vão se cansar de dormir no plenário.

Reintegração de posse

O Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) aceitou o pedido de reintegração de posse feito pela diretoria da Câmara Municipal e determinou que os cerca de 300 professores deixem o local. Na liminar, expedida na tarde desta quarta-feira, a juíza Jussara Cristina Oliveira Lousa, da 3ª Vara da Fazenda Pública Municipal e de Registros Públicos, afirma que a retirada dos manifestantes deve ser feita “de forma pacífica, comedida e moderada, sem uso de violência ou qualquer outro meio que possa colocar a integridade física dos ocupantes em risco.”

O pedido de reintegração foi feito no início da tarde. De acordo com o Clécio Alves, a intenção é a de que o plenário seja desocupado para a retomada das votações. “Queremos que tudo seja feito respeitosamente, sem prejudicar ninguém. A questão é que a integridade do Poder Público foi afetada e tivemos que buscar meios legais para que os manifestantes deixem o plenário”, explicou.

FonteG1 Goiás

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