Na Copa, restaurantes e bares buscam ‘diaristas’

Profissionais são procurados para dias de maior movimento principalmente, quando o Brasil joga

Embora os bares e restaurantes de Goiânia tenham reforçado suas equipes ao longo do ano para a Copa do Mundo, o número de contratados esporádicos, os denominados extras ou freelancers, tem crescido desde a a abertura do evento no Brasil. “Em dias de jogos importantes, como os da seleção brasileira, a busca é maior pelos extras. No primeiro jogo, na quinta passada, na abertura da Copa, por exemplo, o movimento foi gigantesco, mas o do dia seguinte foi o pior movimento da história. Por isso o pessoal tem procurado aquele trabalhador diário”, explica o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurante Goiás (Abrasel-GO), Rafael Campos Carvalho.

Daniel Maier é um desses profissionais. Ele foi procurado para trabalhar como segurança no Saccaria. “Eu já havia trabalhado na casa antes, de manobrista, e conhecia o pessoal, que me convidou para trabalhar de segurança nos dias dos jogos.” Ele diz que recebe em média 100 reais por dia trabalhado. “O bom é que eu posso receber um extra para pagar as contas.”, comenta.

O proprietário da Cervejaria Mangueiras, José Maria de Oliveira, buscou ainda mais profissionais para o evento esportivo no País. “Contratei várias pessoas para a Copa e só não contratei mais porque não achei. O estilo aqui do bar é voltado para o futebol, então nós tivemos de nos reforçar”, diz.

Mesmo assim, José Maria ainda recorre aos profissionais esporádicos para atender a clientela. “Eu contava com um total de 32 funcionários, mas contratei mais seis para dar conta do movimento dos jogos da Copa. São quatro garçons, dois ajudantes e um churrasqueiro. Dos extras, eu procuro de vez em quando garçons, só que a grande maioria é para área de segurança”, relata o empresário.

O advogado trabalhista João Negrão alerta para os riscos desse tipo de contratação. “Os proprietários não podem oferecer um contrato temporário ou mesmo de experiência. O que mais acontece nesse sentido é aquela contratação apalavrada”, afirma.

Caso seja oferecido algum desses contratos, o trabalhador deve ficar atento para o seus direitos. “Não é permitido à empresa fazer esse tipo de contratação, a não ser com uma autorização concedida pelo Ministério do Trabalho”, explica o advogado.

O ideal, diz, seria o contrato temporário enquadrado nos requisitos do Ministério do Trabalho, pois, se houver interesse de empregar depois, o trabalhador tem o seu direito reservado.

“Com os acordos diários, os empresários não têm nenhum encargo tributário. O ideal seria o contrato temporário, com o aval do ministério, também porque tem a anotação na Carteira de Trabalho, o que ajuda o funcionário e ainda garante o seu direito trabalhista, como correção de férias de acordo com o período trabalhado e o 13º salário, tudo acertado.”

Fonte: O Hoje

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