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Municípios levam maior fatia de recursos

O comércio vai para o interior atraído pelos investimentos e pela geração de empregos nos municípios. Quase 67% dos 343 projetos de ampliação e implantação de indústrias incluídas no programa de incentivos fiscais Produzir, entre 2011 e julho de 2014 foram para o interior do Estado: 229 projetos.

Além disso, 77% dos R$ 5,9 bilhões de financiamentos liberados pelo Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO) foram para projetos nessas cidades, que resultaram em milhares de novos empregos.

Para o superintendente executivo da Secretaria de Indústria e Comércio de Goiás, Fafael Lousda, essas empresas viram o potencial do interior goiano, com um mercado novo, ávido pelo consumo. O fortalecimento da classe média elevou o poder de compra em muitos municípios, mas a população não tinha oportunidade de consumo e precisava se deslocar até as capitais.

FRANQUIAS

Os próprios moradores começaram a instalar franquias nessas cidades, despertando depois o interesse de grandes redes.

O passo seguinte foi a instalação de grandes centros de distribuição no interior do Estado, além das indústrias atraíram mais fornecedores de produtos e serviços para a cadeia de distribuição.

DEMANDAS

Tudo isso elevou a renda e está movimentando as economias e criando mais demandas por habitação e produtos. Rafael Lousa lembra que a interiorização do desenvolvimento foi planejada, baseada num diagnóstico das desigualdades regionais. A ideia agora é impulsionar as regiões Nordeste e Oeste, cujos projetos receberão mais incentivos e crédito. “Um estado só é forte se seus municípios forem fortes, com um desenvolvimento homogêneo, o que reduz até a migração para a capital.”

Para o economista Aurélio Troncoso, superintendente do Instituto Mauro Borges (IMB), da Secretaria de Planejamento do Estado, essa interiorização geralmente acontece quando o mercado na capital começa a se saturar, depois que uma rede abre lojas em vários pontos das grandes cidades. Além disso, com a instalação de tantos investimentos no interior, o grande empregador em vários municípios goianos não é mais o poder público e a renda foi ampliada.

“A industrialização motivou esses varejistas a se deslocarem para municípios com maior potencial”, destaca Aurélio. Outro ponto considerado é que uma loja no interior não atende somente aquela cidade, mas vários municípios vizinhos.

Fonte: O Popular

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