Montadoras contratam mais de 4.000 neste ano

Com os anúncios de ampliação da produção e implementação de terceiro turno em algumas fábricas, as montadoras devem abrir entre 4.200 e 4.400 vagas ainda neste ano

Com os anúncios de ampliação da produção e implementação de terceiro turno em algumas fábricas, as montadoras devem abrir entre 4.200 e 4.400 vagas ainda neste ano em quatro Estados do país: São Paulo, Bahia, Goiás e Paraná.

Nesse número estão consideradas as vagas já anunciadas –caso da GM, que contratará 1.500 pessoas para trabalhar no terceiro turno da fábrica de São Caetano do Sul– e as que ainda estão em fase final de negociação, como a Mercedes-Benz.

A fabricante de caminhões e ônibus deve ampliar a capacidade da unidade de São Bernardo do Campo de 65 mil caminhões para 80 mil até o fim do ano. Para isso, negocia a admissão de 400 a 600 pessoas com representantes dos trabalhadores, segundo a Folha apurou.

A Ford também admite neste ano cerca de cem novos profissionais. A maior parte deles (69) para a área de engenharia, concentrada principalmente na unidade de Camaçari (BA). A fábrica já opera em três turnos, em seis dias da semana, emprega 3.600 funcionários e desenvolve o novo carro global da marca, o EcoSport.

EMPREGO EM ALTA

O nível de emprego no setor já aumentou 9,1% em fevereiro deste ano sobre igual mês de 2010. São 139.548 empregados –o maior número desde outubro de 1990, quando eram 140.565.

“A tendência de alta de emprego no setor deve se manter”, diz Sérgio Nobre, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (CUT).

Em Taubaté, foram efetivados 1.200 profissionais da Volks nos últimos 12 meses. “Estamos negociando agora as contratações para a nova fábrica de pintura, que entra em operação em 2012”, afirma Isaac do Carmo, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté.

Além de contratar mais, as empresas também investem mais em qualificação e treinamento de mão de obra neste ano. São entre 20% e 30% mais recursos aplicados para suprir a carência na formação profissional dos recém-contratados.

Na Volkswagen, são 20% a mais sobre o total destinado a treinamento em 2010, ano em que já os recursos aplicados já haviam aumentado 36% sobre 2009.

Na Mercedes-Benz, são 33% a mais em treinamento de mão de obra do valor que a montadora havia destinado há três anos.

EM FALTA

Marcos Alves, diretor de RH da empresa, afirma que entre os profissionais em falta no mercado hoje estão soldadores, funileiros, pintores (de acabamento de veículos) e operadores de comando numérico.

Na GM, a lista inclui ainda eletricista eletrônico e mecânico eletrônico, segundo informa o Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano do Sul (Força Sindical). “Esses são profissionais disputados a tapa no mercado porque [a função] exige formação muito específica e experiência”, diz Aparecido da Silva, presidente da entidade.

No ABC paulista, o sindicato dos metalúrgicos arrematou por R$ 1,3 milhão um prédio em São Bernardo em que construirá um centro de educação profissional para investir em qualificação dos trabalhadores da região.

A escola deverá funcionar em convênio com o Senai e universidades da região, com recursos da entidade e de empresas do setor.

MERCADO EM CRESCIMENTO

20 a 30%
é o aumento dos investimentos em qualificação e treinamento que as montadoras devem fazer em 2011 ante 2010

139,5 mil
trabalhadores diretos estão empregados hoje

Profissões em falta
– soldador
– pintor
– eletricista eletrônico
– mecânico eletrônico
– ferramenteiro
– engenheiros
– operador de comando numérico

Fonte: folha.com

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