Ministério oficializa leilão emergencial

Por meio de uma portaria publicada ontem, o governo confirmou a realização do leilão para compra emergencial de energia, que será realizado em 25 de abril.

O documento, assinado pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, determina que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) realize o pregão para contratação de energia para entrega de forma imediata. Ou seja, de usinas prontas que possuam excedente disponível em sua produção. A entrega da energia contratada terá de ser feita entre 1º de maio e 31 de dezembro.

O edital libera a participação de usinas térmicas, como as movidas a biomassa e gás. Todos os detalhes do processo serão conhecidos com a publicação do edital, que deve sair até 15 dias antes da realização do leilão.

Cada tipo de usina participante será remunerada de acordo com o tipo de combustível usado e as tarifas compensarão os investimentos feitos, a operação e a manutenção das usinas. Os valores também devem constar no edital do leilão.

O governo depende do resultado desse leilão para que os valores aportados pelo Tesouro no setor elétrico e os que serão pagos pelos consumidores ano que vem não sejam maiores que os previstos.

RESERVATÓRIOS

Em mais um sinal de que o risco de racionamento cresce a cada semana no Brasil, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) revisou para baixo sua projeção para o nível dos reservatórios no subsistema Sudeste/Centro-Oeste, o mais importante do País, no fim de março. A expectativa do operador é de que os reservatórios encerrem este mês em 37,3% da capacidade total, ante 38,5% projetado anteriormente. Domingo, o nível de armazenamento nas usinas das duas regiões era de 35,70%, o mais baixo desde 2001, ano do racionamento.

Além de rever para baixo a sua previsão para março, o ONS revisou as suas projeções para abril. Hoje, a expectativa é de que os reservatórios estejam em 38,4% no Sudeste/Centro-Oeste, levando em conta a ENA de 71,8%. Anteriormente, a projeção era de um nível de armazenamento de 39,4%

Fonte: O Popular

Deixe um comentário