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Metalúrgicos vão injetar R$ 466 milhões de 13º salário até dezembro

Os metalúrgicos contribuem de forma significativa para movimentar a atividade econômica do Grande ABC.

Os metalúrgicos contribuem de forma significativa para movimentar a atividade econômica do Grande ABC. Contabilizando apenas a categoria em São Bernardo, Diadema. Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, que reúne 103.604 pessoas, os empregados no segmento vão representar quase 20% (19,4%) dos R$ 2,402 bilhões – ou seja, R$ 466,4 milhões – que serão injetados de 13º salário na economia da região por todos os assalariados com registro em carteira e aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) neste fim de ano.

A estimativa, realizada pela Subseção do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, mostra a importância da atividade. Enquanto os empregados formais (registrados) dos sete municípios têm renda média de R$ 2.230,29, os pertencentes à base desse sindicato recebem salário médio duas vezes maior (R$ 4.501,39). Os segurados da Previdência vão obter benefício em torno de R$ 1.219,98.

Os valores estimados pela subseção do Dieese consideram os dados da Rais (Relação Anual de Informações Sociais) e do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), ambos do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), bem como informações do Ministério da Previdência e Assistência Social.

O cálculo não considera autônomos e assalariados sem registro em carteira ou, ainda, trabalhadores com outras formas de inserção no mercado de trabalho que, ocasionalmente, recebem algum tipo de abono de fim de ano – bem como os valores envolvidos nesses abonos, por causa da impossibilidade de quantificar essas informações. Também não é levado em consideração o fato de que parte dessa quantia pode ter sido antecipada ao longo do ano, por acordo ou convenção coletiva de trabalho de alguma categoria.

SETORES – Do total a ser pago de 13º somente aos trabalhadores formais (R$ 1,837 bilhão) na região, 35,5% dos recursos são provenientes da indústria, de acordo com o estudo da subseção do Dieese. O ramo de serviços representa 23,1%, o comércio, 8,9%; a administração pública, 5,6%, e, a construção civil, 2,9%.

Apesar de o setor industrial ter a maior parcela de contribuição à injeção de recursos na economia, tem menor número de trabalhadores (259.771) que os serviços (323.166) no Grande ABC. Isso ocorre porque a primeira atividade tem renda média mensal de R$ 3.282,10, enquanto a segunda, R$ 1.710,87.

A área comercial perde tanto em número de empregados (145.686) quanto em rendimento, que gira em R$ 1.474,96. O estudo apura ainda dados da administração pública (49.201 trabalhadores, que recebem média de R$ 2.725,95), e outros segmentos com menor peso no cálculo da estimativa geral, com os serviços de utilidade pública, a construção civil e agricultura e pecuária.

MUNICÍPIOS – São Bernardo é, disparada, a cidade com maior contribuição no valor a ser pago de 13º aos trabalhadores formais, com R$ 797 milhões, ou 43,4% do total.

A cidade também participa com a maior parcela (31,6%) dos recursos do abono que serão destinados aos aposentados e pensionistas (R$ 565,5 milhões).

Fonte: Diario do Grande ABC

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