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Metalúrgicos iniciam primeira greve na Toyota de Sorocaba

600 trabalhadores já pararam e outros 900 decidem hoje

Os 600 metalúrgicos do segundo turno da Toyota decidiram, em assembleia realizada em frente à fábrica no final da tarde de ontem, começar uma greve por tempo indeterminado na unidade da montadora de veículos em Sorocaba. Eles tinham dado prazo até a última terça-feira para que a montadora atendesse as solicitações da categoria. Os trabalhadores exigem aumento do piso salarial, reajuste no adicional noturno e fornecimento de vale-compra. A montadora Toyota não quis se manifestar.

Hoje pela manhã, o Sindicato dos Metalúrgicos irá realizar uma nova assembleia em frente à Toyota para pedir a adesão dos 900 trabalhadores do primeiro turno à greve. A pauta com as reivindicações dos trabalhadores foi protocolada junto à empresa em março deste ano e reforçada com uma nova pauta em setembro. As negociações, no entanto, não evoluíram, segundo informações do próprio sindicato. Esta é a primeira greve dos metalúrgicos na montadora em Sorocaba, que foi inaugurada em agosto de 2012.

Em protestos realizados na quinta e na sexta-feira da semana passada, com os funcionários dos dois turnos, os trabalhadores resolveram em assembleia que dariam um prazo até a última terça-feira para que a montadora Toyota atendesse suas as reivindicações. Como não houve acordo, os trabalhadores decidiram iniciar a paralisação.

Proposta rejeitada

Antes de iniciar a greve ontem, por volta das 17h, os trabalhadores da Toyota rejeitaram a única proposta apresentada pela empresa, sete meses após a entrega da pauta de reivindicações. Em reunião com diretores do Sindicato, na tarde de terça-feira, representantes da Toyota ofereceram proposta de reajuste do piso salarial de 8% retroativos a primeiro de setembro (6,07% de reposição da inflação nos últimos 12 meses e 1,82% de aumento real. Atualmente, o piso dos trabalhadores da Toyota é de R$ 1.560. O piso salarial da categoria passaria a R$ 1.684. Desses 8%, no entanto, 6,07% já estavam garantidos em acordo anterior, que tratou da campanha salarial da categoria.

Quanto aos demais tópicos da pauta – a criação do vale-cesta e o aumento do adicional noturno -, os representantes da empresa afirmaram que esses itens só poderão ser atendidos a partir de abril de 2014. Mesmo assim, a empresa não apresentou valor do vale-cesta. Já o adicional noturno, que atualmente é de 20% (o mínimo previsto pela CLT), seria elevado para 25% em abril do ano que vem. “Vale lembrar que várias montadoras do Estado, e também algumas sistemistas (fornecedoras) da Toyota já concedem adicional noturno de 25% ou 30%”, comentou o vice-presidente do Sindicato, João de Moraes Farani.

A Toyota teria apresentado mudanças só para abril do ano que vem por conta do cumprimento do ano fiscal que é vai de abril a março. Segundo informações do Sindicato, alegaram também o cumprimento do planejamento da empresa nesse período e a questão das dívidas da instalação da planta em Sorocaba. Ainda segundo o Sindicato, na reunião com a direção sindical, a Toyota informou que atingiu a meta de 70 mil veículos, mas teria que atingir uma nova meta de 100 mil para justificar um aumento aos trabalhadores. Com relação ao vale-cesta, o argumento é que a Toyota não dá esse benefício em outras unidades e, se implantasse aqui, teria um problema a ser resolvido em outras unidades.

Além dos 600 trabalhadores do segundo turno, a Toyota tem cerca de 900 funcionários que trabalham no primeiro turno, totalizando 1.500 trabalhadores. Inaugurada no dia 9 de agosto de 2012, a montadora esta instalada às margens da rodovia Castelo Branco. A montadora Toyota foi procurada via assessoria de imprensa na noite de ontem, mas informou que não irá se manifestar sobre o assunto.

Fonte: Cruzeiro do Sul Online

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