Metalúrgicos iniciam luta por reajuste salarial

Foi lançada ontem a campanha salarial dos metalúrgicos no Estado de São Paulo

Em ato que reuniu cerca de 1.000 pessoas em frente à sede da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), na Avenida Paulista, na Capital, foi lançada ontem a campanha salarial dos metalúrgicos no Estado de São Paulo. A categoria, que conta na região com 107 mil trabalhadores, tem data base em setembro.

Neste ano, o foco será na luta por aumento real (acima da inflação), pela extensão da licença-maternidade de 120 para 180 dias, pelo seguro de vida em grupo e pela redução da jornada sem diminuição de salários, entre outros. A pauta de reivindicações foi entregue aos representantes do setor patronal.

Durante o ato, o presidente da FEM-CUT (Federação dos Sindicatos de Metalúrgicos da CUT), Valmir Marques da Silva, o Biro-Biro, afirmou que, depois das medidas adotadas pelo governo federal para impulsionar a economia – como o pacote Brasil Maior, a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e a queda dos juros -, a classe empresarial precisa fazer a parte dela e oferecer reajustes acima da inflação.

Também presente à manifestação, o presidente da CUT-SP, Adi dos Santos Lima, salientou que não se pode abrir mão do aumento real. Ele afirma que pode haver um pouco mais dificuldade nas negociações em alguns ramos, como a área de autopeças, que ainda vê pouca reação em termos de encomendas para as montadoras, já que as fabricantes estão com altos estoques. “Mas as autopeças ganharam bastante nos últimos anos, o que dá condição para os reajustes.”

Lima considera ainda que, se o Brasil quer seguir com crescimento sustentado, é necessário elevar os salários. “Com o aumento real, sobe o poder de compra, e se os trabalhadores consomem mais, as empresas vão produzir mais e gerar mais empregos”, diz.

Quanto aos índices de reajuste que os metalúrgicos vão reivindicar, o percentual será construído durante as negociações com os diferentes ramos de atividades que fazem parte do setor. Além das montadoras – para as quais já há acordo coletivo fechado até 20 – há as áreas de fundição, estamparia, grupo 2 (máquinas e eletrônicos), grupo 3 (autopeças, forjaria, parafusos), 8 (trefilação, laminação de metais ferrosos, refrigeração, equipamentos ferroviários, rodoviários entre outros) e 10 (lâmpadas, equipamentos odontológicos, iluminação, material bélico entre outros).

Fonte: Diário do Grande ABC (SP)

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