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Metalúrgicos de Caxias abrem campanha salarial

Roberto Hunoff, de Caxias do Sul

Em assembleia realizada na manhã de sábado, os metalúrgicos de Caxias do Sul aprovaram a pauta de reivindicações para a campanha salarial deste ano. A mobilização terá como questões centrais a luta por nenhum direito a menos e contra o Projeto de Lei (PL) 4330 da terceirização, por reajuste que garanta a reposição das perdas mais aumento real e avanços nas cláusulas sociais.

O Sindicato dos Metalúrgicos de Caxias do Sul e Região não fixou índices para o pedido de reajuste salarial, diferentemente de outros anos. A avaliação é que o momento exige esforço diferenciado das partes envolvidas. “O índice deve ser construído com base no diálogo e entendimento de alto nível. O setor é muito importante para a cidade e região, e a luta pelo desenvolvimento com a necessária valorização do trabalho é crucial e deve unir amplos setores”, enfatizou o presidente da entidade, Assis Melo. A expectativa de inflação para o período do dissídio da categoria, com data-base em 1 de junho, é de 8,5%.

Os trabalhadores também definiram na pauta de reivindicações a manutenção e ampliação de direitos sociais. As prioridades para a nova convenção são: transporte gratuito; regulamentação das câmeras de vídeo; 10 minutos de pausa para descanso a cada duas horas de trabalho; lanche e flexibilização de horário para o trabalhador estudante; licença-maternidade de 180 dias para todas as empresas metalúrgicas; medidas para acabar com assédio moral e sexual nas empresas; implantação da lei do vale-cultura; e garantia da aplicação da Norma Reguladora (N?R) 12, sobre segurança no trabalho. A pauta com mais de 70 itens será entregue à entidade empresarial no fim do mês.

Durante a assembleia, o presidente Assis Melo convocou a categoria para participar da mobilização nacional do dia 29 de maio contra o PL das terceirizações. Segundo ele, a aprovação desta proposta significa retorno ao passado com perda nos direitos de todos os trabalhadores.

No lado empresarial a posição já manifestada informalmente é de que não há espaço para reajustes neste ano, sequer a reposição da inflação. As empresas de grande porte da cidade, ligadas ao segmento automotivo de transportes, têm adotado, desde o início do ano, a redução de jornada de um dia de trabalho por semana como forma de evitar demissões.

Também fazem uso dos feriados prolongados, do corte de horas extras, e da não reposição de saídas voluntárias. Ao longo de 2014 foram fechados mais de 5 mil postos. Neste ano, o número já é superior a 3 mil. Balanços publicados sobre o primeiro trimestre do ano indicam redução de receita líquida na ordem de 12% na Marcopolo e de 28% na Randon, as duas maiores empresas da cidade.

Fonte: Jornal do Comércio

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