Metalúrgicos da GM pedem manutenção dos empregos

Protesto no interior de SP pediu manutenção do setor MVA

Cerca de 2,5 mil trabalhadores da General Motors de São José dos Campos realizaram uma passeata na manhã de quinta-feira, dia 5, em protesto contra a ameaça de demissão em massa na montadora. A manifestação faz parte da campanha em defesa do emprego na GM.

O protesto começou na Avenida General Motors, marginal da Via Dutra, e terminou no estacionamento da montadora. Os metalúrgicos pedem a manutenção dos empregos e novos investimentos na unidade de São José dos Campos (SP), no Vale do Paraíba. Dois Programas de Demissões Voluntárias (PDVs) abertos em junho resultaram na adesão de 356 funcionários (186 no primeiro e 170 no segundo).

Há uma semana, em reunião com o sindicato, a montadora informou que reduzirá ainda mais a produção do setor MVA (sigla para Montagem de Veículos Automotores), que em 18 de junho passou de dois para um turno de operação. Vale dizer que essa mudança foi simultânea à abertura do terceiro período de montagem da picape S10 na fábrica, que absorveu 474 trabalhadores do MVA.

Não se pode descartar, contudo, que nos próximos meses a demanda pela caminhonete Chevrolet tende com a chegada da nova Ford Ranger, que já foi apresentada à imprensa (veja aqui) e estará nas concessionárias em agosto.

E o setor MVA produz hoje o Classic, que também é montado no ABC e na Argentina, e também Meriva, Zafira e Corsa, que já têm ou terão novos modelos para substituí-los. O espaço de Meriva e Zafira está preenchido pela minivan Spin (veja aqui) e o do Corsa será ocupado pelo Ônix, que chega até o fim do ano.

Diante desse cenário, o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região agendou para o dia 17 uma reunião com o ministro do Trabalho, Brizola Neto, com o objetivo de discutir a iminência do fechamento do setor.

Segundo o sindicato, haverá mais manifestações para advertir sobre o risco de demissão em massa na GM de São José dos Campos, inclusive com caravana a Brasília e ações em frente a concessionárias Chevrolet: “O setor automotivo não tem motivos para reclamar. As vendas estão em alta, o segmento é o maior beneficiado pelo pacote de incentivos do governo federal e, mesmo assim, a política de demissões continua”, afirma o presidente do Sindicato, Antonio Ferreira de Barros.

Fonte: Automotive Business (SP)

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