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Metalúrgicos da GM param produção em defesa de empregos ameaçados

Empresa ameaça demitir 1.500 funcionários da unidade de São José. Nesta sexta-feira, sindicato negocia com a GM e o governo federal

Os metalúrgicos da General Motors paralisaram por duas horas a produção na empresa durante a manhã desta sexta-feira (18) em São José dos Campos. A medida faz parte das mobilizações em defesa dos 1.500 empregos que estão ameaçados na montadora. Nesta sexta-feira, acontece a segunda rodada de negociações entre o Sindicato dos Metalúrgicos, executivos da General Motors e representantes do governo federal. O encontro acontece na sede do Ciesp.

De acordo com o presidente do sindicato, Antônio Ferreira de Barros 'Macapá', o objetivo da paralisação é para que o governo federal exija que GM não faça a demissão em massa e negocie um acordo com os trabalhadores.

“Já apresentamos diversas propostas e queremos que a empresa abra mão das demissões. O governo federal, que está presente na negociação de hoje (sexta-feira), tem que ter a postura de exigir da GM a manutenção dos postos de trabalho”, afirmou.

Ainda segundo Macapá, não há motivos para que a empresa demita os trabalhadores do setor MVA. “Já está comprovado que a GM não precisa demitir. A empresa vive um crescimento de venda, de lucro, tem previsão de crescer sua produtividade e nós queremos continuar trabalhando”.

Entre as propostas que foram expostas pelos sindicalistas à empresa na reunião, estão a continuidade do modelo Classic na planta de São José dos Campos, produção local de modelos que atualmente são importados, retomada da produção de caminhões, revezamento do layoff e um novo acordo trabalhista que garanta empregos e investimentos.

O sindicato disse ainda que, com a paralisação de duas horas, cerca de 40 veículos Classic e 25 picapes S10 deixaram de ser produzidas, além de motores e transmissões.

Janeiro Vermelho

Na quinta-feira (17), após assembleia no Sindicato, funcionários que estão afastados pelo layoff fizeram uma nova passeata no centro de São José e realizaram um protesto em frente à Associação Comercial e Industrial (ACI).

Os trabalhadores preparam um dia de luta no próximo dia 23, data em que se realiza a terceira e última rodada de negociação, e não descartam a deflagração de greves, caso as negociações pela manutenção dos empregos não avancem. O acordo fechado em agosto do ano passado que suspendeu as demissões encerra no dia 26 de janeiro.

Além disso, o sindicato começou a enviar na quarta-feira (16) 140 mil jornais para residências da cidade para convocar a população a participar das ações da entidade.

A intenção do veículo – batizado 'SOS Empregos' – é sensibilizar a população sobre a ameaça de demissão em massa depois do dia 26 de janeiro. Na ocasião, a Montagem de Veículos Automotores (MVA) – uma das oito fábricas do complexo da GM em São José – será fechado.

O jornal tem quatro páginas e está sendo distribuído nas casas em todas as regiões da cidade por um empresa contratada pelo sindicato. A meta é que a publicação atinja um público de 560 mil pessoas.

Entenda o caso

Desde agosto de 2012, ocasião em que foi anunciada a intenção de fechar a Montagem de Veículos Automotores (MVA), a empresa mantém 770 funcionários afastados em layoff – suspensão temporária dos contratos de trabalho. Outros 700 são mantidos na linha, que terá as atividades encerradas no próximo dia 26 de janeiro.

Procurada pela reportagem do G1, a General Motors informou que não está comentando as negociações com o sindicato. Em outras ocasiões, a empresa já havia negado a intenção de transferir a produção do MVA da unidade joseense para Rosário, na Argentina. A informação vem sendo divulgada pelos sindicalistas desde o início da tensão com a empresa, em julho de 2012.

Fonte: G1.com

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