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Metalúrgicos da GM atrasam produção em duas horas e aprovam estado de greve contra demissões

Os trabalhadores protestam contra a ameaça de fechamento do setor MVA, que terá como conseqüência 1.500 demissões

Os metalúrgicos da General Motors, em São José dos Campos, atrasaram a produção em duas horas nesta quinta-feira, dia  12, e aprovaram estado de greve.  Os trabalhadores  protestam contra a ameaça de fechamento do setor MVA (Montagem de Veículos Automotores), que terá como conseqüência 1.500 demissões.

A mobilização antecedeu a reunião marcada para as 10h, entre Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, GM e Secretaria de Relações do Trabalho, em São Paulo. No encontro, o Sindicato vai defender que o Governo Federal exclua a GM da redução de IPI.

“Não vamos aceitar que a GM demita trabalhadores e seja beneficiada por isenção fiscal. O governo não pode continuar com essa política de dar dinheiro para montadoras e permitir que essas mesmas empresas pratiquem demissão em massa.  Vamos lutar para que o governo tome medidas que garantam estabilidade de emprego para todos os trabalhadores da GM. Se a empresa não desistir de seus planos de fechar o MVA, vai ter greve”, afirma o presidente do Sindicato, Antonio Ferreira de Barros, o Macapá.

Durante a paralisação de hoje, deixaram de ser produzidos 146 carros e 300 motores. A produção permaneceu parada das 5h50 às 7h50. A GM possui cerca de 7.500 trabalhadores e produz os modelos Corsa, Classic, Meriva, Zafira e S10, além de motores e kits para exportação.

O aviso de greve será protocolado ainda hoje na General Motors.

A manifestação faz parte da Campanha em Defesa dos Empregos na GM, deflagrada pelo Sindicato dos Metalúrgicos,  como forma de evitar as 1.500 demissões que deverão ocorrer quando a montadora concretizar o fechamento do setor MVA.

Entre os dias 5 de junho e 2 de julho, já foram demitidos 356 metalúrgicos por meio de PDV (Programa de Demissão Voluntária). A própria GM admitiu que reduzirá a produção no MVA e que tomará medidas drásticas em relação à mão de obra excedente.

Diante da iminência da demissão em massa, o Sindicato deu início a uma série de atividades para chamar a atenção da sociedade e cobrar do poder público uma postura incisiva em defesa do emprego.

Nos próximos dias, devem ocorrer novas manifestações, incluindo uma caravana para Brasília, no dia 18, um ato nacional entre diferentes sindicatos e centrais e atos em frente a concessionárias Chevrolet.

Na reunião de hoje, o Sindicato vai levar ao secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Trabalho, Manoel Messias Nascimento Melo, a pauta de reivindicações já aprovada em assembleia pelos trabalhadores da GM. Entre os pontos a serem discutidos estão o fim da redução de IPI para veículos da GM e manutenção dos empregos.

A reunião acontecerá na Superintendência Regional do Trabalho, à Rua Martins Fontes, 109,  Centro, São Paulo.

Fonte: Mundo Sindical (SP)

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