Metalúrgicos aprovam bandeiras de luta 2011

Em plenária realizada no Sindicato nesta sexta-feira (8/4), no Palácio do Trabalhador, cerca de 800 delegados e delegadas sindicais metalúrgicos aprovaram as principais bandeiras de luta da categoria para 2011

Em plenária realizada no Sindicato nesta sexta-feira (8/4), no Palácio do Trabalhador, cerca de 800 delegados e delegadas sindicais metalúrgicos aprovaram as principais bandeiras de luta da categoria para 2011, a divisão geográfica dos setores de atuação da diretoria junto às fábricas, a criação de novos departamentos e o aumento da mensalidade associativa.

As bandeiras englobam questões sindicais e políticas, com destaque para: Redução da jornada de trabalho, sem redução de salário; PLR para todos os trabalhadores, estabilidade para o delegado sindical, fim do fator previdenciário, combate às terceirizações irregulares, campanha de sindicalização, aumento real de salário, licença-maternidade de 180 dias, fim do teto salarial para aplicação do reajuste salarial.

Estas três últimas serão fortemente defendidas na Campanha Salarial deste ano. No dia 1º de julho, o Sindicato irá realizar um grande encontro com trabalhadores da categoria, para  discutir propostas a serem incluídas na pauta de reivindicações da campanha salarial 2011.

Mensalidade

A mensalidade será reajustada para R$ 30,00. “A mensalidade está congelada há 14 anos. Chegou o momento de corrigi-la, mas, ao mesmo tempo, vamos eliminar a contribuição confederativa”, explica Miguel Torres, presidente do Sindicato.

A diretora financeira, Elza Costa Pereira, destacou que o Sindicato dos Metalúrgicos atua em defesa dos trabalhadores da categoria e de todo o Brasil, e não só por aumento de salário. “Estamos em todas as lutas, como no movimento dos trabalhadores das obras do PAC, na defesa dos direitos no Congresso Nacional, na Câmara Municipal, em defesa da população. Reformamos o Clube de Campo, o Centro de Lazer, o Ambulatório Médico; o dinheiro do Sindicato está sendo aplicado em benefício do trabalhador”, enfatizou.

Para o secretário-geral, Arakém, a discussão com os trabalhadores é o caminho democrático para deliberar as ações do Sindicato. “Queremos um sindicato forte na porta de fábrica e onde ele precisa atuar”, reforçou.

Paulinho da Força lembrou que os trabalhadores têm hoje a maior bancada trabalhista já existente no Congresso Nacional, mas que ela ainda é menor que a bancada dos empresários e dos ruralistas. “De que forma vamos aprovar as 40h, o fim do fator previdenciário, a manutenção dos direitos trabalhistas? Ou vamos pra luta ou não teremos nada. O Sindicato precisa investir em melhorias. E de que forma pode fazer isso? Com luta, com organização e arrecadação”, afirmou.

Os novos departamentos criados são: Esportes, Juventude, Mulher, Memória Sindical e Aposentados, Segurança e Saúde e Jurídico. Estes dois últimos, já existentes, serão reestruturados.

Fonte: Portal Mundo Sindical

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