Metalurgia segura nível de emprego na indústria em SP, diz Dieese

A taxa chegou a 5,1% de novos trabalhadores ocupados neste período, frente a 0,2% em toda a indústria de transformação

A área de metal-mecânica, que inclui a produção de metalurgia, eletrônica, informática, máquinas e veículos, entre outras atividades, apresentou o maior crescimento no nível de ocupação entre os meses de maio e junho na região metropolitana de São Paulo, segundo o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

A taxa chegou a 5,1% de novos trabalhadores ocupados neste período, frente a 0,2% considerado todo o setor de indústria da transformação.

Praticamente estável, desemprego fica em 10,7% em junho, diz Seade/Dieese

De acordo com o economista e coordenador da pesquisa do Dieese, Alexandre Loloian, os fatores que levaram ao crescimento foram o aumento do crédito, os juros baixos, a desvalorização do real, a manutenção da renda dos trabalhadores e as barreiras a importados no país.

“Este é um setor muito sensível às mudanças econômicas. Foi o mais afetado quando o real esteve valorizado”, afirma Loloian.

O bom desempenho da área de metal-mecânica pode ser, segundo o economista, um indício de aquecimento da economia neste segundo semestre. A área de metal-mecânica contrata cerca de 35% da mão de obra no setor de indústrias de transformação.

BRASIL

A taxa de desemprego no país teve leve avanço em junho e chegou a 10,7%. O nível é 0,1 ponto percentual acima do registrado em maio.

Segundo dados da PED (Pesquisa de Emprego e Desemprego), o nível de ocupação no país subiu para 0,4% nas sete regiões metropolitanas pesquisadas.

A pesquisa, feita pelo Seade e pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), foi divulgada nesta quarta-feira.

O total de ocupados foi estimado em 20,079 milhões, para uma PEA (População Economicamente Ativa), de 22,484 milhões. No mês, houve um acréscimo de 23 mil desempregados.

ATIVIDADES

Na divisão por atividade, o nível de ocupação subiu apenas em três dos cinco setores: alta de 5,1% em construção e de 0,4% em comércio e em reparação de veículos automotores e motocicletas.

O rendimento médio real dos ocupados –descontada a inflação– cresceu somente em Porto Alegre (1,5%, passando a valer R$ 1.551). Reduziu-se em Belo Horizonte (-2,1%, R$ 1.378), Distrito Federal (-1,9%, R$ 2.237), Salvador (-0,9%, R$ 1.071) e Recife (-0,7%, R$ 1.086).

A Seade e o Dieese apuram os números em sete regiões: Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Salvador, São Paulo e Distrito Federal.

Fonte: Jornal Floripa (SP)

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