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Mercedes adia demissão de 483 trabalhadores

A Mercedes-Benz, em acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, prorrogou o prazo de encerramento do contrato de 483 trabalhadores da unidade de São Bernardo do Campo (SP)

A Mercedes-Benz, em acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, prorrogou o prazo de encerramento do contrato de 483 trabalhadores da unidade de São Bernardo do Campo (SP) até 31 de março de 2013.

Esses trabalhadores estavam em regime de Layoff (afastamento temporário do trabalho com pagamentos dos salários realizados parte pela empresa, parte pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador) e seriam desligados da montadora no próximo dia 31 de janeiro.

Em contrapartida por ficarem empregados pelo menos por mais quatro meses, os funcionários aceitaram não receber a segunda parcela da PLR (Participação nos Lucros e Resultados), calculada em R$ 3.500 por trabalhador.

A empresa alega que, como a produção do setor segue 40% mais fraca (janeiro a outubro) frente a igual período de 2011, tem excedente de 2.700 pessoas nessa planta e arcará com custo de R$ 6.500 por trabalhador para garantir esses empregos até março. Em média, cada um dos trabalhadores recebe salário líquido de R$ 2.500.

O diretor do sindicato, Valter Sanches, lembrou que, pelo fato de eles estarem afastados (em layoff), desde julho, já não teriam direito a receber PLR integral, de acordo com a legislação.

A proposta foi acertada com o sindicato depois de pressão dos trabalhadores, que chegaram a parar áreas de produção da empresa em São Bernardo na última semana, em protesto pela decisão que havia sido tomada pela companhia de não renovar os contratos. A expectativa agora é que, com a retomada do mercado de caminhões a partir de outubro, a Mercedes necessite desse pessoal para dar conta da demanda.

Além disso, também foi definido que a montadora abrirá um programa de demissão voluntária no início de 2013 para toda a fábrica. Dessa forma, quem quiser sair poderá receber benefícios adicionais.

Fonte: Portogente (SP)

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