Melhor fevereiro da história

A balança comercial de Goiás nunca teve um mês de fevereiro com resultados tão bons quanto neste ano. As empresas goianas exportaram o montante recorde de US$ 526,2 milhões, 28% mais que no mesmo período do ano passado. O resultado se deve, principalmente, ao crescimento recorde de 266% nas vendas de soja este ano.

As exportações de carne bovina e ferroligas também cresceram 36%. As importações somaram US$ 325,6 milhões, o que resultou num superávit de US$ 173,5 milhões, também o maior já registrado durante um mês de fevereiro no Estado.

Por causa disso, este também foi o melhor resultado acumulado nos meses de janeiro e fevereiro de toda história da balança comercial: US$ 923,6 milhões em exportações. “Aproveitamos nossa vocação no agronegócio e setor mineral para sermos competitivos e atrativos”, comentou o secretário interino de Indústria e Comércio de Goiás, Rafael Lousa.

DEMANDA

Somente a soja respondeu por 45% das exportações goianas em fevereiro e outros 21,3% foram carnes. Ele atribui o incremento das vendas externas ao aumento da demanda mundial por esses produtos goianos e ao bom desempenho da safra do Estado, que tem crescido ano após ano. Além disso, a cotação da soja está maior este ano.

A alta da cotação do dólar também pode ser considerado um bom incentivo às exportações. O principal comprador dos produtos goianos foi, de longe, a China, com 47% de tudo que o Estado exportou em fevereiro. Os chineses compraram soja, carnes desossadas de bovino congeladas, miudezas de aves, sulfetos de minérios de cobre e ferroligas. O aumento do consumo de carnes em países como a China traz boas perspectivas para as indústrias brasileiras.

Eles foram seguidos pelos Países Baixos (Holanda), com 8,3%, e Hong Kong, que respondeu por 5,7% das exportações goianas. Rafael Lousa lembra que a Holanda é o principal ponto de distribuição para o restante da Europa. Os europeus compraram mais carnes bovinas e de aves, soja, açúcar e ferroligas. “A grande maioria da produção brasileira de carne é exportada”, lembrou o secretário.

As importações goianas cresceram 6,3% em relação a fevereiro do ano passado. Esse incremento foi resultado, principalmente, de um aumento de 13% na importação de veículos automóveis, tratores e suas partes e acessórios, que responderam por 27,3% do total. Em segundo lugar, vieram os produtos farmacêuticos, com 22,6% das importações realizadas em fevereiro.

O secretário lembra que esses produtos são bens que serão incorporados aos processos produtivos, ou seja, insumos que elevam a produção goiana. A importação de máquinas e equipamentos cresceu 95% e a de produtos químicos orgânicos aumentou 22% no mês passado, o que indica mais confiança do setor industrial.

Isso porque Goiás conta com importantes indústrias do setor automotivo, como as montadoras Hyundai e Mitsubishi, além da fábrica de máquinas agrícolas John Deere. Já as indústrias do pólo farmoquíco importam muitas matérias-primas para sua produção. Os produtos importados por Goiás vieram, principalmente, da Coreia do Sul, Estados Unidos, Alemanha e Japão.

Para o secretário interino de Indústria e Comércio, Rafael Lousa, apesar das commodities ainda responderem pela maior parte das exportações goianas, o Estado tem diversificado sua pauta de exportações, que conta com quase mil ítens. Segundo ele, isso é resultado das diversas missões comerciais realizadas pelo governo estadual, que ajudam o Estado a consolidar e ampliar seus mercados.

O fato de Goiás acumular US$ 923,6 milhões em exportações somente nos dois primeiros meses do ano, segundo Rafael Lousa, trazem a perspectiva de um ano promissor para a balança comercial goiana.

Fonte: O Popular

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