Medidas do governo só devem gerar resultados em 2013, dizem industriais

Empresários participaram de reunião da CNI para avaliar Plano Brasil Maior. Avaliações do setor devem ser entregues ao governo em agosto

Mesmo com as medidas de estímulo ao governo à economia do país, com o plano Brasil Maior, empresários da indústria acreditam que a melhora do cenário só deve acontecer a partir do ano que vem. Os industriais se reuniram nesta manhã para o Fórum Nacional da Indústria, organizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), e afirmaram que não há sinais de recuperação ainda para 2012.

Para Robson Braga de Andrade, presidente da confederação, as ações do governo devem começar a ser sentidas apenas a partir do ano que vem. “A gente sabe que não há otimismo da indústria em relação aos próximos meses, o empresário está com muita cautela agora”, afirmou.

De acordo com ele, os industriais acreditam que 2013 será um ano bom pelas medidas que estão sendo tomadas agora.
“Há um clima de incertezas, especialmente com relação à indústria. Não há sinais de recuperação [para este ano] (…) Estamos em um processo de competição externa acirrada”, afirmou Paulo Godoy, presidente da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústria de Base (Abdib).

“Ainda estamos com dúvidas de melhorias já para o segundo semestre (…). Não vamos esperar nada de importante [com relação à retomada] para este ano mais”, ressaltou Paulo Simão, presidente da Câmara Brasileira da Industria da Construção.

Andrade, da CNI, afirmou que os empresários se reuniram nesta manhã para avaliar o Plano Brasil Maior e enviar as conclusões e demandas ao governo – o que deve ser entregue no dia 2 de agosto, em reunião do Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial – CNDI.

Entre os fatores listados que, de acordo com eles, merecem atenção maior estão a questão tributária, o câmbio e os juros. Ele não quis aprofundar, contudo, quais serão as revindicações específicas dos industriais ao governo.

Novas medidas do governo

Braga afirmou que os empresário aguardam, contudo, um novo conjunto de medidas do governo ainda para este ano, em agosto. “Estamos esperando um novo conjunto de medidas do governo, como reduçao do custo de energia”. Segundo ele, o valor é muito elevado por conta da carga tributária.

Apesar de acreditar que mudanças com relação ao ICMS ainda não devam já sair em agosto, porque dependem de discussões que envolvem os estados, é possível pensar em algo referente ao PIS e Cofins. Ele avaliou que, de um modo geral, “10% a 15% de redução no custo total já é importante”, apesar de que os empresários “gostariam que fosse mais”.

Ele citou, ainda, outras medidas que podem ser anunciadas ainda para este ano, como maois desonerações e plano de investimento em aeroportos.

Tais medidas, apesar de não trazer resultados concretos à indústria já para este semestre, podem ao menos melhorar o otimismo do empresário, disse.

Fonte: G1.com

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