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Mantega quer curso de qualificação no 1º pedido de seguro-desemprego

Atualmente, curso é exigido no segundo pedido de seguro-desemprego. ‘Vou conversar com as centrais para estudar em conjunto’, declarou ele.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta quinta-feira (31) que, para diminuir os pagamentos dos valores relativos ao seguro-desemprego, estuda passar a exigir um curso de qualificação para os trabalhadores já a partir do primeiro pedido feito.

Pelas regras atuais, que foram alteradas recentemente, a exigência de um curso de qualificação passou a valer a partir do segundo pedido do seguro-desemprego feito em dez anos. Antes do dia 11 de outubro deste ano, a reciclagem deveria era obrigatória somente a partir do terceiro pedido de seguro-desemprego feito pelo trabalhador.

“O governo está sempre preocupado em cumprir as metas fiscais e reduzir as despesas públicas. Neste sentido, estmos estudando uma maneira de reduzir as despesas com seguro-desemprego e abono. Essa despesa deverá representar este ano algo como R$ 45 bilhões a R$ 47 bilhões [neste ano]. E o curioso é que o salário desemprego está crescendo em uma situação extremamente favorável para o trabalhador, apesar de termos aumentado o emprego. É uma situação paradoxal”, declarou Mantega.

Ainda segundo o ministro, um tabalhador melhor qualificado pode ter mais acesso ao mercado de trabalho e até receber um salário maior. “Isso também vai reduzir a rotatividade, que é muito grande no Brasil. Temos urgência de reduzir essa despesa, ou impedir que ela continue crescendo. Algumas empresas podem estar fraudando. Oferecem que o trabalhador seja demitido e continua trabalhando recebendo uma parte de seu salário”, afirmou ele.

Conversa com as centrais sindicais

O ministro Mantega informou, porém, que vai conversar com as centrais para estudar “em conjunto” a nova alteração nas regras de concessão do seguro-desemprego. “O que queremos é beneficiar os trabalhadores e não prejudicar. Isso diminui a rotatividade e aumenta a qualificação dos trabalhadores”, afirmou.

A Força Sindical, porém, ingressou nesta semana, no Supremo Tribunal Federal (STF), com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) pedindo a suspensão na alteração da regra do seguro-desemprego, que pede o curso de qualificação a partir do segundo pedido feito em dez anos, anunciada no início de outubro pelo governo federal.

Abono salarial

O ministro da Fazenda também disse nesta quinta-feira que os gastos com abono salarial, cuja despesa para este ano está prevista em R$ 24 bilhões, com alta de 17%, também estão na mira da equipe econômica. Entretanto, ele não antecipou o que poderá ser feito neste caso.

“É uma despesa que está subindo expressivamente. São R$ 24 bilhões neste ano, uma dotação parecida com o 'Minha Casa Minha Vida”, declarou ele, acrescentando que, antes de anunciar medidas para coibir estes gastos, prefere conversar com as centrais sindicais.

Fonte: G1

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