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Juro do crédito atinge o maior nível da história

Em um momento de pressão inflacionária e insegurança em relação ao cenário econômico do País, o consumidor sofre também com os juros altos. O Banco Central informou ontem que a taxa média de juros do crédito ao consumo passou de 52% em janeiro, para 54,3% em fevereiro, o maior patamar da história. Em fevereiro do ano passado, a taxa estava em 47,9%. Para pessoa jurídica, houve alta de 25,2% para 26,1% de janeiro para fevereiro.

A taxa média de juros no crédito livre subiu de 39,1% ao ano em janeiro para 40,6% ao ano em fevereiro. Entre as principais linhas de crédito livre para pessoa física, o destaque vai para o cheque especial, cuja taxa subiu de 209,0% em janeiro para 214,2% no mês passado.

Para o crédito pessoal, a taxa total subiu de 46,6% em janeiro para 47,0% em fevereiro. No caso de consignado, a taxa passou de 26,4% para 26,8% de janeiro para fevereiro e, nas demais linhas, de 107,5% para 108,1%.

Consumo

O consultor financeiro Mauricio Vono explica que as taxas de juros são utilizadas para controlar a inflação e, consequentemente, frear o consumo. “É uma tendência que ocorre desde 2013. A taxa Selic está em 12,75% ao ano, mas deve ficar entre 14% e 15% em 2015. A alta de juro reflete o atual ciclo de aperto monetário”.

O alerta é que o consumidor recue diante da tomada de crédito, para evitar a inadimplência ou o endividamento excessivo (veja quadro). “É óbvio que estamos vivendo uma crise. Mas, se as pessoas não se endividarem elas perderão menos. Caso contrário, encontrará dificuldades”, frisa Mauricio.

Veículos

No caso de aquisição de veículos para pessoas físicas, os juros passaram de 23,8% para 24,8% ao ano de um mês ao outro. A taxa média no crédito total, que também inclui as operações direcionadas, subiu de 24,9% em janeiro para 25,6% em fevereiro.

Na prática, isso significa que um financiamento em 60 meses de um carro no valor de R$ 25.000 totalizaria R$ 41.088, em janeiro. Com o aumento das taxas, o consumidor pagará, no financiamento do mesmo automóvel, R$ 41.701, segundo levantamento feito pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac).

De acordo com o vice-presidente da Anefac, Miguel José de Oliveira, isoladamente o aumento das taxas de juros não geram impacto tão grande ao bolso do consumidor. Mas, há uma retração da economia que, além das altas em vários fatores, também provoca o desemprego.

“O que influencia diretamente o consumidor e gera mais impacto orçamentário é o cartão de crédito e o cheque especial, que possuem maiores juros. As linhas de mais fácil acesso são as mais caras”, diz Miguel, afirmando que 2015 será pautado por retração no crédito e que a tendência é de novos aumentos.

Fonte: O Popular

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