Investimento e consumo desaceleram economia

A economia brasileira começou 2014 com o freio de mão puxado. O consumo das famílias perdeu fôlego e os investimentos caíram. Com isso, o Produto Interno Bruto (PIB, soma de toda a renda gerada no País em determinado período) cresceu apenas 0,2% no primeiro trimestre sobre o quarto trimestre de 2013, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em relação ao primeiro trimestre de 2013, a alta foi de 1,9%.

Pessimismo e falta de confiança são palavras recorrentes nas análises de economistas. Após conhecer os dados, revelados ontem, muitos revisaram para baixo suas projeções para o crescimento da economia este ano. Agora, a previsão mais otimista é de avanço de 1,9%.

Assim, consolida-se o baixo crescimento como marca do governo Dilma Rousseff na economia, que pode ter conseguido em 2011 a maior taxa de seu mandato, apenas 2,7% de crescimento. A oposição elevou o tom nas críticas.

DESÂNIMO

Os investimentos caíram 2,1% no primeiro trimestre, derrubando a taxa como proporção do PIB para 17,7%, nível mais baixo em primeiros trimestres desde 2009, auge da crise econômica. “Nunca tinha visto a classe empresarial tão desanimada”, disse o economista Luis Paulo Rosenberg, sócio da consultoria Rosenberg Associados. Para ele, há exagero no pessimismo.

O consumo das famílias cresceu 2,2% em relação ao primeiro trimestre de 2013, a 42ª alta consecutiva nessa base de comparação, mas, sobre o quarto trimestre do ano passado, houve queda de 0,1%. O IBGE apontou como motivo para a fraqueza no consumo o encarecimento do crédito, após os juros subirem, na esteira da alta na taxa básica (a Selic, que subiu de 7,25% a 11,0%, entre abril de 2013 e a última quarta-feira).

A economista Monica Baumgarten de Bolle, professora da PUC-Rio e sócia da Galanto Consultoria, discorda. “O aperto de juros foi inócuo para a atividade e para a inflação. A inflação está alta, apesar da Selic de 11% ao ano”, disse Monica, para quem a falta de confiança das famílias afetou mais o consumo.

Fonte: O Popular

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