Interino no Planejamento deve ocupar cargo até definição do impeachment

Embora não tenha feito anúncio oficial, o presidente em exercício Michel Temer avalia manter no cargo o ministro interino do Planejamento, Dyogo Henrique de Oliveira, até que o Senado decida sobre o processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff, relataram ao G1 interlocutores do governo.

Atualmente, o processo de impeachment está sob a análise de uma comissão especial do Senado, que desde a última semana está ouvindo testemunhas. Pelo cronograma previsto, a votação do parecer na comissão, a favor ou contra o processo, deverá ocorrer em agosto. Se os senadores aprovarem a continuidade do processo, o plenário da Casa irá julgar se Dilma deixa o cargo em definitivo ou se volta á presidência.

Há um mês no posto de ministro interino, Dyogo Oliveira conta com a aprovação de auxiliares diretos de Temer. O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, já chegou a dizer publicamente, por exemplo, que ele é “um dos quadros mais expressivos e de maior brilho” entre os servidores de carreira do Executivo federal.

Investigado na Operação Zelotes, o ministro interino, que não chegou a ser indiciado, assumiu o comando do Planejamento em 24 de maio, após o então ministro Romero Jucá (PMDB-RR) pedir demissão do cargo.

À época, o jornal “Folha de S.Paulo” divulgou o conteúdo de uma gravação na qual o Jucá aparecia em uma conversa com ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado (um dos delatores da Lava Jato) sugerindo um “pacto” para barrar a operação que investiga o esquema de corrupção que atuou na Petrobras.

Nomeado por Jucá secretário-executivo do Planejamento, o segundo posto na hierarquia do ministério, Dyogo Oliveira assumiu como ministro interino até que o presidente em exercício Michel Temer definisse um substituto de Jucá.

Ao longo das últimas semanas, porém, ele passou a integrar a equipe responsável por definir medidas econômicas prioritárias para o Palácio do Planalto, como a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) enviada ao Congresso que estabeleceu o limite de aumento dos gastos públicos à inflação do ano anterior.

Turismo
Além de Dyogo Oliveira, outro ministro que está à frente de ministério interinamente é o atual titular do Turismo, Alberto Alves. Conforme interlocutores de Temer, ele deverá permanecer à frente da pasta até que se encerre a Olimpíada do Rio de Janeiro.

Alberto Alves assumiu o posto na semana passada, após Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) pedir demissão ao presidente em exercício.

Segundo a colunista do G1 e da GloboNews Cristiana Lôbo, o ex-deputado federal decidiu deixar a Esplanada após saber que haviam sido identificadas supostas contas secreta dele na Suíça, o que o peemedebista nega.

Fonte: G1

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