SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS METALÚRGICAS, MECÂNICAS E DE MATERIAL ELÉTRICO DE GOIÂNIA – SINDMETAL – GO

Menu

Inscritos no Enem aguardam notas

Ontem, o Ministério da Educação (MEC) divulgou os gabaritos das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) , mas o resultado final sairá somente em janeiro.

Mas na prática, essa divulgação ainda não quer dizer muita coisa aos candidatos, já que a forma de obtenção da nota do Enem difere dos tradicionais vestibulares. O Exame Nacional tem como base de correção a Teoria de Resposta ao Item (TRI). Neste modelo, uma pergunta que teve baixo índice de acertos é considerada difícil e, por isso, tem mais “peso” na pontuação final. Já aquelas que têm alto índice de acertos são classificadas como fáceis e contam menos pontos na nota final. Um candidato nunca vai tirar zero nas provas do Enem porque existem notas mínimas que nunca partem do zero e máximas para cada área do conhecimento.

Para Diego Bernardelli, professor de matemática que preparou centenas de alunos em cursinhos intensivos para o Enem, as provas têm aprimorado conteúdos programáticos com situações cotidianas, o que exige maior poder de interpretação e conhecimentos gerais dos alunos. Já a fase de correções, segundo ele, exige mais conhecimento conteudista por parte dos candidatos. “O modelo de correções é mais produtivo e gratificante para os alunos que se prepararam melhor nos conteúdos programáticos, o que evita que candidatos que chutaram questões ou se prenderam apenas à interpretação se sobressaiam a os estudantes que de fato se preparam para o Enem”, explicou. Na avaliação do professor, o modelo de “peso” maior atribuído às questões mais difíceis, nivela por cima o exame.

Prejudicada

Lais Flávia e Silva, de 19 anos, está entre os 6,3 milhões de candidatos que participaram no último final de semana dos dois dias de provas do exame em todo o país e que agora aguardam ansiosamente a abertura dos programas de seleção, como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) para concorrer às vagas dos cursos de ensino superior.

Ela tem uma visão diferente do método de correção adotado pelo Enem. Para ela, o modelo “socializa o vestibular, mas prejudica os alunos que tiveram um preparo melhor nos conteúdos”. Outro problema, segundo ela, é que após o exame os estudantes ficam sem saber que pontuação atingiram, o que prejudica o preparo para outros vestibulares de fim de ano. “Esse modelo me deixa desesperada por que eu não sei qual foi minha nota e isso afeta o psicológico do aluno que se prepara para os vestibulares de fim de ano”, diz.

Segundo a estudante, o TRI é “injusto” por que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP) não tem como avaliar se o candidato chutou ou não uma questão. Lais, que almeja uma vaga no disputado curso de medicina, cita a própria experiência para justificar a sua posição. “Eu errei uma questão considerada fácil por distração na hora de preencher o gabarito. Isso irá afetar minha nota final e terei uma pontuação mais baixa. Deveria existir outro critério”, reclama.

Redação

O tema deste ano da redação, “Publicidade em questão no Brasil”, foi considerado difícil para a maioria dos candidatos. No cursinho onde Lais se preparou o tema foi estudado no início do ano, mas ela admite que muitos candidatos esperavam um tema recorrente na mídia. “Foi uma surpresa, a maioria esperava temas que mexeram com o país em 2014. O tema levou os alunos a se prenderem ao senso comum e não conseguirem desenvolver a redação”, avalia.

Os gabaritos do Enem estão disponíveis no site http://enem.inep.gov.br/

Instituições em Goiás adotam diferentes critérios

No Instituto Federal de Goiás (IFG), os candidatos que participaram do Enem podem concorrer a 20% das vagas da instituição pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Cada curso oferece seis vagas. Ouvida pelo O HOJE, a diretora do Centro de Seleção da instituição, Carla Rosana Azambuja Herrmamn, explicou que não existe nota de corte e que “a concorrência se dá de acordo com a quantidade de vagas disponibilizadas e o número de inscritos”.

Já a Universidade Federal de Goiás (UFG) disponibiliza 6.305 vagas pelo Sisu, distribuídas entre os 156 cursos superiores da instituição. Do total de vagas, 280 são para os cursos que, além da classificação no Enem, exigem uma prova de verificação de habilidades e conhecimentos específicos. “Não existe nota de corte, a nota mínima é decidida pela concorrência em cada curso”, explicou o presidente do Centro de Seleção, Wagner Wilson Furtado.

Já na Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC GO) os alunos que participaram do Enem no último fim de semana, podem ingressar em um dos 40 cursos que disponibilizaram vagas para o segundo semestre de 2015, por meio do Programa Universidade para Todos (ProUni) do Governo Federal. Segundo a coordenadora de admissão discente da instituição, Nágila Bitar Lobo, Direito é o curso que tem a média mais alta de pontuação; 300 pontos é a nota de corte em cada prova, inclusive redação.

Fonte: O Hoje

Deixe um comentário