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Inflação desacelera em Goiânia

Com a queda dos preços do grupo alimentação e bebidas, vestuário e transporte, a inflação em Goiânia, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), desacelerou em fevereiro para 0,39% ante 0,61% em janeiro. Já no País, a inflação oficial acelerou. No tradicional mês de reajustes das mensalidades escolares, o IPCA avançou 0,69% em fevereiro, ante 0,55% de janeiro, informou ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Embora a subida dos preços dos serviços de educação fosse esperada, a inflação acumulada em 12 meses segue pressionada. Por isso, segundo especialistas, as preocupações com a alta de preços persistem. O IPCA acumulado em 12 meses saltou para 5,68%, acima do centro da meta do governo, de 4,5%. Em janeiro, esse acumulado estava em 5,59%. “Há chance real de a inflação ficar acima do teto da meta neste ano”, afirmou Carlos Kawall, economista-chefe do banco Safra, que projeta IPCA de 6,3% no fim do ano.

Olhando só para fevereiro, os gastos com educação foram o vilão. Os preços dos serviços de educação subiram 5,97%. Da alta de 0,69% no total do IPCA, a educação foi responsável por 0,27 ponto porcentual.

Na outra ponta, os preços dos alimentos ficaram comportados (alta de 0,56%, ante 0,84% em janeiro), mas isso não deverá se repetir daqui por diante. Além disso, houve queda de preços em transporte (baixa de 0,05%) e nos itens do vestuário (recuo de 0,40%). O destaque foram as passagens aéreas, com queda de 20,55% nos preços em fevereiro, tirando 0,12 ponto porcentual do IPCA.

Nos cálculos do economista Luiz Roberto Cunha, decano do Centro de Ciências Sociais da PUC-Rio, se retirados os efeitos dos preços da educação, para cima, e das passagens aéreas, para baixo, a inflação ficaria em 0,55%. “Se tiramos os efeitos pontuais, a inflação segue pressionada”, disse. Com isso, as atenções se voltam para o Banco Central (BC) e o ciclo de alta nos juros (a taxa básica, a Selic, em 10,75%, e vem subindo desde abril).

TOMBINI

Ontem, em palestra para investidores, o presidente do BC, Alexandre Tombini, afirmou, em relação à inflação, que a instituição “tem agido para assegurar sua convergência à trajetória de metas e que os efeitos da política monetária são cumulativos e se manifestam com defasagens”. De acordo com Tombini, “a política monetária no contexto atual deve se manter especialmente vigilante”.

Segundo um economista presente ao evento, o tom do presidente do BC foi muito semelhante ao da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Para alguns, o BC seguirá subindo os juros. Para outros, haverá uma parada.

Fonte: O Popular

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