Inflação da baixa renda acumula alta de 9,52% em 12 meses

A inflação da baixa renda perdeu força de maio para junho, apresentando variação de 0,85%, 0,10 ponto percentual abaixo da apurada em maio, que foi de 0,95%. Em 12 meses, a taxa acumula alta de 9,52% e, no ano, de 7,21%, segundo divulgação nesta segunda-feira (6) pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

O Índice de Preços ao Consumidor – Classe 1 (IPC-C1) está bem superior ao teto da meta de inflação do Banco Central, que é de 6,5%.

A taxa para a baixa renda ficou acima da registrada para o conjunto da população, calculada pelo Índice de Preços ao Consumidor – Brasil (IPC-BR), que atingiu 9,15% nos últimos 12 meses. Em junho, na comparação com maio, esse indicador variou 0,82%.

Metade dos grupos de gastos analisados pela pesquisa registraram recuo de um mês para o outro: saúde e cuidados pessoais (1,54% para 0,64%), alimentação (1,16% para 1,02%), habitação (1,16% para 0,97%) e vestuário (0,81% para 0,32%).

A variação de preços sofreu acréscimo em transportes (-0,19% para 0,29%), despesas diversas (1,53% para 2,36%), educação, leitura e recreação (0,36% para 0,77%) e comunicação (-0,30% para 0,37%).

Veja a variação de preços de alguns itens:

Medicamentos em geral (2,03% para 0,41%)

Hortaliças e legumes (11,28% para 1,18%)

Tarifa de eletricidade residencial (2,81% para 0,19%

Calçados (1,39% para 0,13%)

Tarifa de ônibus urbano (-0,34% para 0,35%)

Jogo lotérico (20,62% para 29,26%)

Hotel (-2,36% para -0,32%)

Tarifa de telefone residencial (-0,76% para 0,25%),

Fonte: G1

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