Industriais já preveem crescimento do PIB menor que 1% em 2012

Expectativa anterior era de que a economia avançasse 1,5% neste ano. Para 2013, porém, presidente da CNI vê PIB crescer próximo de 4%

Após o fraco desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre deste ano, com crescimento de 0,6% sobre os três meses anteriores, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga, declarou, em São Paulo, que a expansão da economia brasileira neste ano não chegará a 1%.

“Todas as análises que fizemos é de que o PIB deste ano vai chegar em 0,8% ou 0,9% [de crescimento]”, declarou Braga. Em setembro, na última estimativa formal feita pela entidade, a projeção de elevação do PIB para este ano estava em 1,5%.
Segundo o presidente da CNI, porém, há sinalizações de que estão ocorrendo melhoras no terceiro trimestre e nos últimos meses deste ano – o que indica que a expansão da economia ficará próxima de 4% em 2013.

Incentivos ao investimento

“Esse crescimento para 2013 está muito sustentado pelo aumento do consumo. A gente tem defendido dentro do governo que a gente precisa ter políticas de incentivo ao investimento, para que o crescimento também seja fruto do investimento”, declarou Robson Braga, da CNI.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, informou hoje que deve anunciar novas medidas para estimular os investimentos na próxima semana. Entre as medidas esperadas, está a renovação do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), que oferece linhas de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) com juros mais baratos. Sem a renovação, o PSI irá até o fim de 2012.

Desonerações

Robson Braga, da Confederação Nacional da Indústria, lembrou que o governo está programando investimentos na área de infraestrutura, em transporte ferroviário, rodoviário, aeroportos e portos, mas acrescentou  que também é preciso completar a desoneração (retirada de tributos) dos investimentos.

“Tem de colocar determinadas políticas de longo prazo. Por exemplo, o financiamento do BNDES, as propostas como o Reintegra [que faz parte do Brasil Maior e prevê uma devolução de impostos equivalente a até 3% das receitas de exportadores de produtos manufaturados até o fim deste ano]. Tem de colocar no longo prazo”, declarou o presidente da CNI.

Ele avaliou ainda que as desonerações também têm de ser passar por medidas dos estados e municípios. “Para investir, paga ICMS, e quase todos os tributos federais já têm uma compensação imediata, enquanto o ICMS [compensação] são 48 meses. E o próprio ISS [cobrado pelos municípios] . Os municípios têm de ter o ISS no consumo e não no investimento”, declarou o representante dos industriais.

Fonte: G1.com

Deixe um comentário