SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS METALÚRGICAS, MECÂNICAS E DE MATERIAL ELÉTRICO DE GOIÂNIA – SINDMETAL – GO

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Indústria goiana pisa no freio

Depois de começar o ano com o terceiro maior crescimento de produção do País, a indústria goiana viveu um revés de mercado e fechou fevereiro com a segunda maior retração (-2,6%), na comparação com o mesmo mês de 2013. Este resultado é explicado pela baixa no consumo de medicamentos e pelo represamento de estoque do setor farmacêutico, que resultou no recuo de 11% da produção da indústria química instalada no Estado para o mês.

Os dados da produção industrial foram divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A indústria química goiana, cujo maior protagonista no Estado é o polo farmacêutico instalado em Anápolis, não registrava retração desde 2009. Essa queda de 11% foi determinante para o recuo de 2,6% do índice geral, segundo o supervisor de pesquisa do IBGE, Cristiano Coelho.

MENOS DIAS

O coordenador técnico da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), Wellington Vieira, reconhece que o resultado significa uma desaceleração, mas frisa que detalhes da base de comparação devem ser considerados. “Fevereiro é um mês com menos dias, o que influencia diretamente na produção.” Segundo ele, o primeiro trimestre do ano, de forma geral, é crítico para a indústria goiana por conta da diminuição da oferta de matéria-prima causada pela entressafra e pela redução do consumo.

Já o presidente do Sindicato das Indústrias Farmacêuticas no Estado de Goiás (Sindifargo), Heribaldo Egídio, por sua vez, explica que a diminuição da produção foi uma estratégia de cautela do setor. “No início do ano, o consumidor tem muitas despesas extras com matrícula, IPVA, materiais, o que reduz o consumo de medicamentos. Diante disso, a indústria diminuiu sua produção”, explica.

Ele acrescenta que, como a produção vinha crescendo mês a mês, nos últimos anos, a indústria conta com um estoque considerável nas empresas e nas redes de distribuição, suficiente para atender a demanda. “No segundo trimestre, a produção tende a voltar à normalidade. Nossa perspectiva é ainda de fechar o ano com crescimento”, disse Heribaldo Egídio.

AVANÇO

Enquanto a indústria química, que vinha só crescendo, caiu em fevereiro, o setor de metalurgia básica, que vinha sofrendo sucessivas quedas, foi o destaque positivo do mês. Wellington Vieira, da Fieg, diz que a alta de 7,4% da produção deste segmento industrial pode estar relacionada aos avanços da extração de matéria prima, como ouro, níquel, e com a alta do dólar.

O diretor da Cromart, Orizomar Araújo, empresa do ramo de metalurgia, especializada na fabricação de utensílios para armazenamento metálico e galvanização, diz que sua produção avançou 7%, basicamente, em função da demanda. “Acreditamos que seja reflexo da Copa do Mundo. Há empresários apostando em infraestrutura com a chegada da Copa”, diz.

A indústria de metalurgia básica, porém, não foi a única a registrar crescimento. Os segmentos industriais de alimentos e bebidas (1,6%), extrativo (5,2%), e minerais não-metálicos (2,6%) exerceram os impactos positivos nesse mês, impulsionados, principalmente, pela maior demanda . “O problema é que o crescimento desses setores não foi maior que a queda da indústria química”, explica o supervisor de pesquisa do IBGE, Cristiano Coelho.

Apesar do resultado negativo de Goiás na comparação entre fevereiro de 2014 com o mesmo período do ano passado, a indústria avançou 0,8% em relação a janeiro deste ano. No acumulado do ano, entretanto, seu resultado é negativo em 0,8%.

Fonte: O Popular

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