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Indústria goiana lidera alta

Produção do setor cresce 9,1% em fevereiro, maior aumento registrado no País. Média nacional é de 1,9%, diz IBGE. Tendência é de maior expansão

A produção industrial em Goiás cresceu acima da média nacional em fevereiro frete a janeiro, segundo dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice de expansão no Estado foi de 9,1%. Goiás ficou com a melhor colocação no mês, entre os 14 locais pesquisados na série, que é ajustada sazonalmente. O estudo aponta média de crescimento nacional de 1,9%.

O IBGE aponta que a produção cresceu como um todo. Indústrias extrativistas e de transformação lideram o aumento. Alimentos e bebidas, bem como indústrias de produtos químicos e minerais não metálicos e a metalurgia básica puxam a alta. Empresa goiana, a Perfinasa teve crescimento significativo nos três primeiros meses do ano. Em fevereiro não foi diferente, de acordo com o gerente de estatísticas, gestão de estoque e assessor comercial da empresa, Francisco de Assis.

A razão, segundo ele, está no crescimento conjunto do Estado, que tem apresentado demandas variadas para o tipo de produto comercializado pela indústria, que são chapas de aço perfiladas. Entre os consumidores para o produto da Perfinasa, está a construção civil. “Várias áreas estão em franca ascensão. Com o crescimento da construção civil, mercados relacionados também estão apresentando aumento de produção, que foi o nosso caso.”

Francisco de Assis explica que o crescimento da empresa não apresentou queda no primeiro mês do ano. Em comparação com o trimestre de outubro, novembro e dezembro, o gerente de estatística detalha que o aumento de produção foi de quase 10%. E a expectativa é de que hajam melhores condições para a indústria. Segundo Francisco de Assis, o mês de abril teve início satisfatório, com tendência a ser ainda melhor que o mês passado. “Estamos trabalhando com 99% da capacidade. Máquinas novas foram adquiridas e a expectativa está boa.”

Evolução

A expansão de 9,1% tem como base de comparação, janeiro, quando o Estado exibiu queda de 5,4%. De acordo com os números do IBGE, o índice de média móvel trimestral foi negativo em fevereiro, com 0,3%. Apesar da queda em janeiro, o economista da Federação da Indústria do Estado de Goiás, Cláudio Henrique de Oliveira, observa que o mês de fevereiro teve ampliação da produção, com relação a dezembro e janeiro. “O número apresentado pelo IBGE de aumento da produção mostra que as indústrias estão acelerando as atividades e podemos esperar ainda mais o aumento para os próximos meses.”

Na comparação com fevereiro de 2010, o IBGE mostrou no levantamento que a produção industrial goiana recuou 2,2%. Em dois dos cincos ramos investigados, houve taxas negativas. A principal pressão negativa foi observada no setor de produtos químicos, influenciado em grande parte pelo recuo na fabricação de medicamentos, sabões e detergentes.

Fonte: Diário da Manhã

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