HIP HOP reúne Juventude Metalúrgica no ABC

O evento veio com a proposta de inaugurar um espaço que pretende ser anual e promover a fomentação dos elementos culturais do movimento

Evento de hip hop é muito mais que um encontro de rappers, o 1º Encontro Hip Hop da Juventude do ABC, com parceria da CNM/CUT foi uma oportunidade para os jovens metalúrgicos e metalúrgicas expressarem suas opiniões de formas variadas, como através da pintura, dança, poesia e música.

É preciso perceber o movimento no qual a pessoa está inserida, comenta o Rapper Happin Hood. “Já fui um jovem metalúrgico e entendo bem essa necessidade de botar pra fora todas as impressões e sentimentos que o jovem tem da sociedade civil”, diz o rapper.

O secretário de Juventude da CNM/CUT, Leandro Soares disse que parcerias como essa são fundamentais para o movimento sindical e social. ”Essa integração nos ajuda a traçar políticas públicas para reivindicarmos melhores condições de vida para os jovens em nosso país, assim como, lutarmos por mais oportunidades de trabalho e estudo. A aproximação com os movimentos sociais nos tornam mais fortes para brigarmos por espaços construídos com a visão e a vontade dos jovens”, disse Leandro.

Juventude Metalúrgica já pensa no próximo encontro

Organizado pela Juventude Metalúrgica, o evento veio com a proposta de inaugurar um espaço que pretende ser anual e promover a fomentação dos elementos culturais do movimento.

De acordo com um dos membros da Juventude Metalúrgica do ABC, Maicon Michel, “todos os grupos de rap que participaram tem ao menos um integrante da categoria, o que mostra a intenção de divulgar o trabalho artístico de quem ganha a vida em fábricas”.

Para Nino Brown, atual presidente da Zulu Nation Brasil e fundador da Casa do Hip Hop em Diadema, a fusão do movimento metalúrgico com o hip hop faz todo o sentido. “Ambas as correntes tem como berço nacional a Região, portanto, nada mais lógico que reuni-las para fazer um resgate histórico neste evento”, declarou.

O próprio Nino foi metalúrgico e lembra da edificação do movimento hip hop como algo que nasceu em São Bernardo, Diadema e nas regiões de São Bento e 24 de Maio, em São Paulo, com muitos participantes que exerciam funções na metalurgia.

Arte do chão de fábrica

A dupla que representa o grupo de rap Alma Sobrevivente é composta por metalúrgicos que se conheceram nas divisas de São Caetano com o Heliópolis. Ambos vieram ao evento para apresentar músicas próprias que vem desenvolvendo desde 2006.

Fonte: Mundo Sindical (SP)

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