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Greve já traz transtornos a clientes

O segundo dia de greve dos bancários já testa a paciência e muda a rotina de correntistas e usuários de instituições bancárias, sobretudo do Banco do Brasil (BB) e Caixa Econômica Federal (CEF). Devido às regras operacionais dos caixas eletrônicos, alguns correntistas precisam retornar às agências por vários dias seguidos. Em algumas situações, não há outra saída senão aguardar o fim da greve.

O advogado Otaniel Moreira Galvão esteve ontem em uma agência da CEF para resgatar um depósito a título de caução para concorrência pública junto à instituição bancária. Para isso, porém, ele precisa de atendimento personalizado. “Eu não sabia da paralisação da classe. Agora estou com o dinheiro retido”, diz indignado. A situação do advogado é apenas uma das muitas que deixam correntistas de mãos atadas, aguardando o retorno das atividades bancárias.

Numa agência do BB, a estudante Ludmila Nunes buscava orientação sobre a solicitação de um novo cartão. Ela lamentou a perda do seu e disse estar impossibilitada de resgatar o dinheiro de sua conta corrente.

Segundo funcionários da instituição, os procedimentos realizados nos caixas eletrônicos estão sendo compensados normalmente ao fim de cada dia, mas prestações de serviços que dependem de atendimento interno, só serão realizadas após o fim da paralisação.

Já a aposentada Jarina dos Santos esteve ontem em uma agência da CEF para fazer uma transferência de R$ 12 mil para o filho, que mora em Imperatriz (MA), dar prosseguimento em uma obra da família. Em função do limite diário de transferência (R$ 3 mil), ela terá que se deslocar à agência quatro vezes até completar o valor total para quitação das despesas da obra. Vale lembrar que correntistas da CEF que possuem senhas cadastradas na internet podem fazer esse tipo de operação imediatamente.

Segundo o Sindicato dos Bancários de Goiás, 95% dos funcionários da CEF no Estado aderiram à greve e 70% do BB cruzaram os braços. Nos bancos privados, 50% da categoria participa da greve.

Segundo apurou O POPULAR, a maioria das instituições bancárias na Região Central de Goiânia aderiram à greve. A orientação é que os usuários busquem agências em outras regiões como Campinas, Setor Oeste, Bueno e Pedro Ludovico, por exemplo. Mas segundo o Sindicato dos Bancários de Goiás, já começa a faltar dinheiro para saque em alguns caixas eletrônicos do Banco do Brasil.

Entenda

Este é o 11º ano consecutivo que a categoria cruza os braços reivindicando reajuste salarial e melhores condições de trabalho. A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) elevou o reajuste de 7% para 7,35% para os salários, enquanto o piso da categoria subiu de 7,5% para 8%. Mas a nova proposta não agradou. Em 2013, a greve durou 23 dias e foi encerrada após os bancos oferecerem ajustes de 8%, ganho real de 1,82%.

Fonte: O Popular

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