Goiás pode ter seis montadoras chinesas, diz secretário

Produção de veículos seria de 200 mil a 400 mil unidades por ano, com investimentos de US$ 600 milhões, segundo o secretário da indústria

Os carros chineses que prometem invadir o Brasil e toda a América Latina até 2020 podem ter em Goiás um quartel general. Com previsão de investimento inicial de US$ 600 milhões, seis montadoras estão de olho no Estado. A informação foi divulgada ontem pelo secretário da Indústria e Comércio, Alexandre Baldy, após viagem a Pequim, na comitiva brasileira liderada pela presidente Dilma Rousseff.

Cada uma das empresas pode liberar cerca de US$ 100 milhões em investimentos. A capacidade de produção giraria em torno de 200 a 400 mil carros/ano. Apesar de Baldy não confirmar os nomes, na tentativa de afastar Estados como São Paulo e Minas Gerais da disputa pela vinda das montadoras chinesas, ele diz que todas demonstraram interesse pela logística do Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia), onde a sul-coreana Hyndai está há sete anos.

“Que vão investir no Brasil isso é certo. Agora queremos trazê-las para Goiás. Eles demonstraram interesse pela localização. Dinheiro não é problema para essas empresas. Nossa proposta será de assinar um protocolo de intenção logo”, diz, sem revelar as marcas.

O POPULAR, entretanto, levantou quatro das seis montadoras que estão em negociação com o governo e que devem integrar a comitiva chinesa em visita ao Estado dentro de 30 dias: Foton, Hawtai Motors, Effa e AJR.

Fabricante de vans, ônibus, caminhões e caminhonetas, a Foton já está presente em alguns países da América Latina, como Chile, Colômbia e México. Eles querem produzir no Brasil, seguindo a lógica chineses de mercado de autos: começar em mercados menores, para ganhar espaço nos maiores, realizar parcerias e conquistar apoio dos governos locais. Goiás atenderia aos interesses das montadoras em todos os requisitos.

Criada há 11 anos, a Hawtai Motor segue a mesma lógica. A empresa sustenta uma joint venture com a Hyundai e fabrica três modelos de utilitários esportivos: Galloper, Terracan e Santa Fé. A capacidade produtiva da empresa é de 200 mil unidades por ano. A Hawtai deve montar um desses modelos em Goiás. Essa seria uma das negociações mais adiantadas dentre todas. Inclusive, já haveria uma área em Anápolis reservada à marca chinesa.

A Effa, por sua vez, quer montar picapes, furgão e van, principalmente dos modelos M100 e ULC. A empresa começou a sentir o clima do mercado brasileiro já ano passado, com a abertura de revendas em alguns Estados, como Santa Catarina, depois de abrir uma fábrica no Uruguai. Caso se confirme, a unidade contaria com as linhas de solda, pintura e montagem final em Goiás. A AJR mantém parcerias com a marca Effa e seguiria a mesma tendência.

Fonte: O Popular

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