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Goiás lidera criação de emprego

Estado registra a maior taxa de crescimento de novas vagas formais de trabalho do País, diz Caged

O balanço da geração de postos de trabalho em Goiás nesse primeiro semestre só confirma a boa fase de empregabilidade no Estado, que há meses aparece entre os principais geradores de vagas do Brasil. Centrada principalmente no agronegócio, a economia goiana tem conseguido se resguardar um pouco mais dos reflexos da crise financeira internacional do que o restante do País e, por isso, apresentou a maior taxa de crescimento semestral, com 6,87%.

Mesmo com uma tendência de desaceleração registrada no mês de junho (quando a quantidade de empregos cresceu apenas 0,46% em relação a maio, com 5.261 vagas), o saldo goiano entre contratações e demissões feitas de janeiro a junho deste ano chega a quase 74,2 mil novos postos. Em números absolutos, este é o quinto melhor resultado entre o Estados brasileiros; só perde para São Paulo (335.980), Minas Gerais (179.074), Paraná (89.121) e Rio de Janeiro (86.498).

Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), mostram que a geração de vagas no primeiro semestre de 2012 foi impulsionada principalmente pelo setor industrial, de serviços e agropecuária. Os municípios goianos que mais geraram emprego foram Goiânia (1.037), Cristalina (668) e Itumbiara (564).

“O primeiro semestre tem muita colheita de safra e, consequentemente, o processamento desses produtos, como no caso das usinas de fabricação de álcool. Além disso, a construção civil também se beneficia do período de estiagem. Com isso, essa indústria arrasta também outros setores para o crescimento, como o de serviços”, afirma o chefe de Fiscalização da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE-GO), Valdivino Vieira, que atualmente está como superintendente-substituto.

De janeiro a junho, a expansão da indústria de transformação goiana foi de 10,65%, contra apenas 1,64% na média nacional, contraste que pode ser explicado pelas características principais da produção goiana, focada em produtos de primeiros socorros. “Nossa indústria produz principalmente alimentos e medicamentos, por isso demora mais a entrar na crise e costuma sair mais rapidamente dela”, ressalta o coordenador-técnico da Federação das Indústrias de Goiás (Fieg), Welington Vieira.

O aumento do consumo também interfere nos resultados goianos. Na Della Panificadora do Setor Nova Suíça, o quadro de funcionários aumentou 15% neste primeiro semestre para dar conta da crescente demanda de clientes. Segundo a auxiliar do Departamento Pessoal, Verônica Santana, boa parte dos novos consumidores foi atraída pelo lançamento de produtos diferentes. Com isso, foi preciso contratar mais pessoas para a área de produção e também de atendimento.

O jovem carioca Jaime Xavier da Rocha Leite, de 26 anos, está entre os contratados. Há cerca de quatro meses, ele saiu do Rio de Janeiro para conhecer Goiânia e acabou se apaixonando por uma goiana, que o fez deixar o litoral para começar uma nova vida no coração do Brasil. Com a experiência que já possuía como supervisor de loja de departamento no Rio e a ajuda da sogra, que o apresentou na panificadora onde ela também trabalha, Jaime não chegou a ficar um mês desempregado.

Outro setor que pega carona na indústria – desta vez, da construção civil – é o de administração imobiliária. A gerente de Gestão de Pessoas da Polo Imóveis, Talita Siqueira Fernandes, explica que, com o grande número de lançamentos e de vendas, é preciso reforçar também a estrutura de suporte.

“Isso inclui gente para fazer busca de tabela de preços, conferir a presença do corretor, olhar a disponibilidade de emprendimentos e diversas outras funções. Nosso financeiro, por exemplo, duplicou de tamanho nos últimos seis meses”, destaca a gerente.

Mais recentemente, em abril, a analista de Marketing Stephanie Delane também foi admitida na Polo. Ela trocou de empresa por enxergar no novo emprego uma oportunidade de ampliar suas parcerias, além de receber um salário melhor.

Goiás deve manter o crescimento na geração de empregos no segundo semestre, mas com menor intensidade. Na indústria, essa desaceleração já vem sendo sentida desde o mês passado, o que não é comum. “Junho, julho e agosto são os meses de pico da produção industrial. Essa redução em junho já é reflexo da crise internacional”, afirma Welington Vieira.
 
Criação de vagas no País perde fôlego em junho

Brasília – A economia brasileira gerou 120 mil postos formais de trabalho no mês passado, o segundo pior resultado para o mês de junho dos últimos dez anos, divulgou ontem o Ministério do Trabalho. Com isso, o número de vagas com carteira assinada criadas no primeiro semestre de 2012 somou 1,048 milhão, uma queda de 26% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Segundo economistas, a diminuição do número de novas vagas é um reflexo do desaquecimento da atividade econômica, que vem mostrando fraqueza desde o ano passado.

Fonte: O Popular (GO)

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