Goianos se incomodam com alta nos preços

Sem se incomodar com índices inflacionários, metas do governo e todo esse economês escrito, falado e alardeado, o consumidor goiano e brasileiro está mesmo incomodado com as altas nos preços, principalmente dos alimentos. A longa estiagem que ocorreu em Goiás nos meses de janeiro e fevereiro e as chuvas que caíram intensamente provocaram queda na produção de hortaliças e frutas, que foram às alturas. Uma pesquisa do Instituto Data Popular, feita com 2017 pessoas em 53 cidades brasileiras, de todas as regiões do Brasil, mostra que 61% dos entrevistados afirmam que o preço dos alimentos está mais caro este ano, se comparados com 2013.

Além dos alimentos, 59% dizem que os produtos de limpeza estão mais caros; 56% reclamam dos preços do material escolar e educação; e 52%, das roupas De acordo com a pesquisa, as alternativas encontradas pelos consumidores para diminuir os gastos quando os preços aumentam são: 59% procuram uma marca mais barata; 31% diminuem a quantidade adquirida; e 10% deixam de comprar.

Segundo dados do Instituto Data Popular, a percepção dos brasileiros em geral pode ser um retrato também da população goiana. O levantamento mostra que neste ano os brasileiros estão pesquisando mais antes de comprar. De acordo com o Data Popular, fazer mais pesquisa significa que os consumidores estão mais exigentes e agora o custo-benefício está sendo levado em conta. Os brasileiros querem qualidade nos serviços e nos produtos.

Cesta básica

A funcionária pública aposentada Heloísa Pinheiro Basílio, que também é dona de casa, diz que a carne, as verduras e legumes estão um absurdo de caros. Os produtos da cesta básica que estão com os preços mais em conta são o óleo e o feijão. Ela explica que não tem como deixar de comprar comida para economizar, também não tem como fazer trocas. “Não tem como substituir comida, e nem de trocar de marca. O brasileiro já come mal e não tem como comprar produtos de quinta categoria”, diz.

Supermercado

A secretária Ednalva Gadelha confirma o resultado da pesquisa e diz que os maiores aumentos aconteceram com os alimentos. Ela cita o tomate, que é facilmente encontrado por R$ 7 o quilo. A secretária diz que diminuiu a quantidade de produtos comprados, tirou os supérfluos como bolachas e iogurte para economizar. “Estou indo ao supermercado comprar somente o necessário e procuro aproveitar as promoções. Não faço mais a compra do mês, levo somente o que está mais em conta”, explica. Em relação aos produtos de limpeza, ela diz que tiveram alta sim, mas não tanta como os alimentos.

A estudante universitária Crislaine de Sousa Marques relata que os produtos de limpeza estão mais caros. Quanto à comida, ela diz que não tem como substituir certos tipos de alimentos como o tomate. “A gente acaba tendo que fazer um esforço maior para dar conta de tudo”, ressalta.

Fonte: O Hoje

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