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Goiânia fecha 2012 com 2ª menor inflação

Mais uma vez, grupo de alimentos e bebidas pesou mais no bolso do goianiense, ao registrar 7,98% de alta no ano passado

Goiânia fechou o ano passado com a segunda menor inflação do Brasil, ao registrar taxa de 5,4%, ficando atrás somente de São Paulo (+4,72%). O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do País, foi divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados foram coletados entre os dias 29 de novembro e 28 de dezembro, considerando os rendimentos médios de famílias que ganham entre 1 e 40 mínimos e ainda levando em conta qualquer fonte de renda.

Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) – tido como a “inflação dos mais pobres”, porque considera o rendimento de 1 a 6 salários mínimos, sendo o chefe assalariado – alcançou taxa de 6,38% em 2012, na capital goiana.

Mais uma vez, o grupo de alimentos e bebidas foi o que pesou mais no bolso do goianiense, ao registrar alta de 7,98% em 2012, impactando no desempenho do IPCA. Os grandes vilões foram cereais, leguminosas e oleaginosas, com elevação de 29,34% no ano passado; seguido por aves e ovos (+22,59%); tubérculos, raízes e legumes (+20,57%); óleo e gorduras (+15,99%); enlatados e conservas (+14,82%). Dos 17 itens considerados como integrantes do grupo de alimentos e bebidas, somente três registraram queda em todo o ano passado: açúcares e derivados (-4,52%), carnes (-2,74%), além de farinhas, féculas e massas (-1,05%).

O segundo grupo que mais impactou na inflação anual de Goiânia foi o de habitação, com alta de 11,46%, impulsionado, principalmente, pelo aumento médio da tarifa de energia elétrica (26,07%). Na sequência, vêm os grupos de despesas pessoais (+10,07%), influenciado pela elevação dos preços dos cigarros (+37,38%); educação (+6,73%), impactado pelos reajustes das mensalidades escolares; vestuário (+5,37%); saúde e cuidados pessoais (+4,61%), influenciado, especialmente, pela alta dos serviços médicos e dentários (+8,11%); e, por fim, artigos residenciais, com aumento de 1,05%.

Somente o grupo de transportes teve queda de 1,72%, em 2012, favorecido pela redução dos preços dos combustíveis (-5,96%) e veículo próprio (-2,07%). Estes resultados seguraram a inflação do grupo, já que o transporte público sofreu elevação de 8,81% no ano passado.

Dados nacionais

A inflação do País, também medida pelo IPCA, ficou em 5,84% em 2012, acima do centro da meta estipulada pelo governo, de 4,5%. A taxa coincidiu com o teto das projeções dos analistas ouvidos pelo AE Projeções (de 5,68% a 5,84%).

De acordo com a Agência Estado, em dezembro do ano passado, o índice subiu 0,79%, ante uma variação positiva de 0,60% em novembro. O resultado também ficou no teto do intervalo das estimativas, que iam de 0,64% a 0,79%.

Fonte: O Hoje (GO)

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