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Funcionários da GM voltam a Brasília para discutir ameaça de demissões

Desta vez, grupo foi recebido para uma audiência no Senado. Eles pedem intervenção Federal para pôr fim ao impasse com a montadora

Cerca de 150 trabalhadores da General Motors de São José dos Campos estiveram na manhã desta terça-feira (16) em Brasília (DF) para uma audiência no Senado. O encontro com os senadores aconteceu na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa e teve como objetivo pressionar o Governo Federal para por fim à ameaça de demissão em massa na montadora joseense.

Na ocasião, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Antônio Ferreira de Barros 'Macapá', reivindicou que a presidente Dilma Rousseff intervenha nas negociações entre a empresa e a entidade. A tarde, às 14h, o grupo fez um protesto em frente ao Palácio do Planalto.

Simbolicamente foram representados na manifestação os carros Classic e Sonic com as bandeiras da Argentina e Coreia respectivamente, países que importam os modelos para o mercado nacional.

Após o protesto, o grupo foi recebido por um assessor da Secretaria Geral da Presidência da República, que se comprometeu a definir até a próxima segunda-feira (22) uma agenda para o encontro do sindicato com a presidente Dilma ou com o ministro Fernando Pimentel do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Audiência

Participaram da audiência desta terça-feira os senadores Paulo Paim (PT) e Eduardo Suplicy (PT); representantes do Conlutas; do Ministério do Trabalho e Emprego, do Sindicato Nacional da Indústria de Tratores, Caminhões, Automóveis e Veículos Similares (Sinfavea); além do diretor de relação institucionais da General Motors, Luiz Moan.

Os senadores ouviram durante mais de 3h as reivindicações dos trabalhadores, mas não traçaram um plano imediato de ação para intervir na situação.

“Mostramos a eles que a GM importa veículos e pedimos a nacionalização da produção para manter os empregos. Não há crise no mercado, a GM está na contramão da indústria nacional e não há motivo para as demissões”, disse o diretor geral do sindicato Luiz Carlos Prates.

Retorno

Essa é a segunda vez em menos de um mês que a caravana do emprego, organizada pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, vai a Brasília para pedir pela manutenção de 1.606 empregos ameaçados na GM desde o último mês de julho.

Na época, a montadora anunciou a intenção de de fechar até novembro a Montagem de Veículos Automotores (MVA) – uma das oito fábricas de seu complexo Industrial em São José e que empregava 1.840 operários no primeiro semestre.

Na semana passada, após cinco reuniões com a empresa, o sindicato conseguiu ampliar o prazo da suspensão dos contratos de trabalho dos funcionários, o chamado layoff, até 26 de janeiro. Inicialmente, os 824 trabalhadores em layoff desde o último mês setembro ficariam afastados até 30 de novembro.

Após o período, não havia garantia da manutenção dos postos de trabalho do grupo e dos outros 900 funcionários que continuam trabalhando no setor, na produção do Classic – as outras três linhas produzidas pelo MVA, que incluem os veículos Meriva, Zafira e Corsa Hatch foram desativadas em agosto.

A partir do acordo da última semana, o sindicato decidiu intensificar a mobilização por empregos e deve buscar apoio também do governador Geraldo Alckmin (PSDB) e do prefeito eleito de São José dos Campos, Carlinhos Almeida (PT).

Outro lado

A assessoria de imprensa da General Motors manteve a postura de não comentar as negociações entre a empresa e o sindicato.

De acordo com a assessoria de imprensa do Senado, Moan teria confirmado na audiência o excedente de pessoal em São José dos Campos. “Não reduziríamos a produção num complexo industrial formado por oito fábricas se não tivéssemos um problema maior de sobrevivência. Será um processo de realocação de investimentos, para garantir produção e empregos no futuro”, disse.

A empresa mantém desde agosto um Programa de Demissão Voluntária (PDV) que já contou com a adesão de 232 trabalhadores.

Fonte: G1.com

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