Fim da greve do Ipasgo

Após 12 dias de paralisação, prestadores de serviço aceitam contraproposta do governo e retornam atendimento aos usuários

Após 12 dias de paralisação, os prestadores de serviço, credenciados pelo Instituto de Assistência dos Servidores Públicos de Goiás (Ipasgo), aceitaram a contraproposta do governo e retornarão os atendimentos aos usuários a partir de hoje. A negociação bem sucedida foi intermediada pelo Ministério Público Estadual na noite de ontem, na Casa dos Hospitais, em Goiânia. O MP apresentou a contraproposta de atualização do pagamento de 2011 e o parcelamento da dívida de 2010 que juntas somam cerca de 250 milhões. Cerca de 650 mil usuários estavam sem atendimento.

Em assembleia geral, os prestadores de serviço, representados pelas entidades, votaram e decidiram acatar a proposta de quitação das faturas vencidas referentes aos serviços prestados aos usuários do instituto. “A partir das intervenções do MP, do Ipasgo e do governo, nós resolvemos dar um voto de confiança ao governador para que pudéssemos interromper a paralisação e avançar na proposta que nos foi encaminhada”, afirmou o coordenador-geral do Comitê de Integração das Entidades Representativas dos Médicos e dos Estabelecimentos Assitênciais de Saúde (Cier – Saúde), Paulo Francescantonio. Outras entidades como o Comitê dos Hospitais do Estado de Goiás (Aheg) e a Associação dos Hospitais Privados de Alta complexidade (Ahpaceg) estiveram à frente das negociações.

A contraproposta do governo é de quitar o pagamento referente ao mês de janeiro de 2011, até dia 10 desse mês. A dívida referente aos meses de novembro e dezembro de 2010 será parcelada em 15 meses, sendo quitada somente em julho de 2012. O advogado da Ahpaceg, Tenório César da Fonseca, reitera que a proposta não foi a melhor, já que receberam por um serviço já prestado em 15 meses sem juros. “Vamos receber com esse atraso, sendo que o prazo estabelecido no contrato para o pagamento é de 60 dias.” Ele ressalta que, apesar da proposta, era necessário que a situação fosse resolvida, já que os maiores prejudicados na paralisação eram os usuários.

“Não foi a melhor solução, nem a mais viável, mas era o que tínhamos.” Segundo ele, a paralisação estava prejudicando também os hospitais credenciados, que retêm de 15% a 69% do faturamento provenientes do Ipasgo.

Para Fernando Honorato, o plano de saúde deve ser revisto, já que contabiliza um prejuízo mensal de cinco milhões. “O repasse desse valor deve ser resolvido em breve, pois não podemos deixar isso acumular. Daqui a 10 meses, são 50 milhões e já temos aí outra folha. Então, o que mais preocupa e angustia todos nós, que somos prestadores de serviço, é isso.” Um dos fatores citados pelo presidente da Aheg, está ligado com os agregados. Ao todo são 302 mil, que representaram um saldo negativo de R$ 55 milhões aos cofres do instituto entre receitas e despesas.

Fonte: Diário da Manhã

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