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Fim da defasagem da gasolina não impede alta, diz Mantega

O declínio dos preços internacionais da gasolina não significa, necessariamente, que o aumento do preço do combustível no Brasil será adiado, afirmou ontem o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

“Essa é uma decisão da Petrobras. Embora o preço da gasolina no Brasil esteja maior agora do que nos Estados Unidos, isso não quer dizer que a empresa deixará de fazer algum aumento”, disse, na chegada à sede do ministério. “Havia defasagem e agora não há, agora é em benefício da Petrobras. O preço da gasolina está mais alto. A Petrobras está ganhando com isso. Isso não significa que não haverá aumento. É uma decisão da empresa”, declarou Mantega.

O Broadcast informou ontem que a redução dos preços do petróleo no mercado internacional e, consequentemente, de derivados, como gasolina e diesel, resultou em questionamentos por parte de analistas sobre o momento e o tamanho do reajuste esperado nos preços dos combustíveis pela Petrobras neste ano.

Mercado internacional

A gasolina vendida pela Petrobras no mercado interno atingiu, nesta semana, um nível 1% mais elevado que o preço do mercado internacional, segundo cálculos do banco Credit Suisse.

A continuação desse cenário atual de depressão dos preços internacionais da gasolina até o fim do ano, algo compatível com os preços futuros e uma taxa de câmbio de R$ 2,50 por dólar, reduziria a necessidade de aumento de preços do combustível no Brasil em 2014, avalia o banco.

O relatório do banco mostra que a diferença média entre o preço internacional e o doméstico da gasolina foi de 17,3% nos primeiros nove meses do ano. Os preços futuros apontam para uma queda de 3% nos preços da gasolina no mercado internacional em dezembro, na comparação com o nível atual, implicando um preço no mercado doméstico 4% mais alto, considerando a atual taxa de câmbio.

“Nossa projeção para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de 6,4% ao fim deste ano não embute nenhuma alta nos preços da gasolina, que pode levar o IPCA a superar o limite do teto da meta”, dizem os analistas.

A estimativa é de que um aumento de 5% nos preços da gasolina nas refinarias até o início de dezembro elevaria a inflação medida pelo IPCA em 2014 em 0,15 ponto porcentual.

Fonte: O Popular

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