Famílias goianas menos endividadas

Total de goianienses com dívidas a pagar caiu em maio sobre abril, mas é maior que em maio de 2013

O número de famílias endividadas em Goiânia caiu de 50,7% em abril para 49,8% em maio, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada ontem pela Federação do Comércio do Estado de Goiás (Fecomércio). Sobre maio de 2013, quando o índice marcou 48,9% das famílias endividadas, os resultados mostram ligeira elevação este ano.

Os dados foram divulgados ontem, pelo presidente da federação, José Evaristo dos Santos. Os principais tipos de dívidas que as famílias possuem são cartão de crédito (63,0%), carnês de loja (40,8%) e crédito pessoal (14,1%). De acordo com os dados da pesquisa, apenas 15,6% das famílias se consideram muito endividadas; 19,1% estão mais ou menos endividadas; 15,1% estão pouco endividadas e 50,1% não possuem dívidas com cartões de crédito, carnês de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguros.

Dentre as famílias endividadas, 46,8% estão com débitos em atraso e 52,5% devem, mas estão com as contas em dia. Os dados mostram que, das famílias endividadas, apenas 14,1% terão condições de pagar suas dívidas totalmente. Outros 46,3% poderão pagar parcialmente e 38,1% não terão condições de pagar as contas em atraso.

As famílias que possuem algum tipo de conta com até 30 dias de atraso são 21,7%, entre 30 e 90 dias, 28,7% e acima dos 90 dias, 46,5%. Ainda de acordo com a pesquisa, 24,9% das famílias estão comprometidas com dívidas até três meses, 16,5% entre três e seis meses, 11,9% entre seis meses e 44,5% estão comprometidas por mais de um ano.

O comprometimento da renda mensal, aproximadamente, com dívidas é de 10% para 21,9% das famílias endividadas, para 47,15% das famílias a renda comprometida é de 11 a 50% e 29,3% famílias destinam mais de 50% da renda para o pagamento de contas. Para Evaristo, os índices de maio estão na mesma média do mesmo mês no ano passado e o total de famílias endividadas é superior à média de maio nos anos de 2011 e 2012.

Dívidas inibem intenção de consumo

Também divulgada ontem pela Fecomércio, a pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) recuou 1,6% em maio, na comparação com abril. Os números caíram de 136,6 pontos para 134,4. Em relação a maio de 2013, houve um crescimento de 1,1%. Apesar do resultado, o índice mantém-se acima da zona de indiferença (100,0 pontos), indicando um grau de satisfação.

Em relação ao emprego, 53,7% das famílias revelam que estão mais seguras do que estiveram no mesmo período do ano passado e 71,9% acreditam que terão uma melhora profissional nos próximos seis meses. José Evaristo dos Santos ressalta que os números são inferiores aos de abril, quando 53,9% das famílias estavam mais seguras e 72,4% acreditavam que teriam uma melhora profissional.

Segundo cálculos do ICF, a renda familiar melhorou para 51,4% dos entrevistados, no último ano, e para 37,6% a renda continua igual a de 2013. Neste mesmo período, o acesso ao crédito ou empréstimo também tornou-se mais fácil para 50,9% das famílias. O presidente da Fecomércio observa que a melhora da renda é devido às negociações coletivas que estão sendo concedidas acima da inflação.

Para os próximos meses, 80,7% dos entrevistados acreditam que o consumo de suas famílias e da população em geral será maior do que no segundo semestre do ano passado. Se comparado a abril (82,5%), o dado sofreu um recuo. Da mesma maneira, diminuíram os entrevistados que acreditam que o momento é bom para o consumo de bens duráveis. Em abril, 48,3% julgava que o momento era bom e em maio apenas 45,5% tiveram esta opinião.

José Evaristo avalia que o consumidor continua cauteloso e que o empresário espera que haja um aumento moderado do consumo nos próximos dias, devido ao Dia dos Namorados. Para ele, o volume de compras nesta data não será equivalente ao dos anos anteriores, retraído pelos jogos da Copa.

Fonte: O Hoje

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