SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS METALÚRGICAS, MECÂNICAS E DE MATERIAL ELÉTRICO DE GOIÂNIA – SINDMETAL – GO

Menu

Especialistas descartam racionamento

Não há mais risco de racionamento de energia

Apesar de os reservatórios das hidrelétricas em Goiás e no País permanecerem com baixo abastecimento de água, analistas indicam que o pior da crise energética já passou. Não há mais risco de racionamento de energia e a expectativa é de que o nível geral do sistema como um todo continue estável até o final do período seco. O subsistema Sudeste/Centro-Oeste (que é o principal gerador nacional de energia) mantém um potencial armazenado entre 34% e 40% desde janeiro e não baixou desse patamar mesmo durante os meses sem chuva.

É neste subsistema que estão concentradas três das quatro usinas localizadas em território goiano (Itumbiara, São Simão e Emborcação), que contribuem para o fornecimento de energia ao sistema nacional. No reservatório da usina de Itumbiara, o nível de água baixou mais de 15 pontos percentuais de junho para agosto. Já a usina de São Simão recuperou parte do que havia perdido em julho, devido ao aumento da produção de energia para poupar outros reservatórios no País – controle feito pelo Operador Nacional do Sistema (NOS) baseado em critérios econômicos e de confiabilidade.

O engenheiro e professor da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Goiás Jonas Linhares Melo, que trabalha na Assessoria de Comercialização da Celg, explica que usinas como a de Itumbiara e a de São Simão, que estão na cabeceira, ou seja, na parte mais alta do rio, têm grande contribuição para o setor, porque a água que passa por elas também vai chegar a todas as principais usinas do subsistema Sudeste/Centro-Oeste.

Segundo ele, com a expectativa de início das chuvas para final de setembro até outubro, a situação começa a se normalizar. “Estamos conseguindo passar pelo período seco sem racionamento, mesmo que seja a um custo muito alto”, afirma o engenheiro.

Ele lembra que a manutenção do sistema só foi possível graças ao uso de energia de termoelétricas, que produzem o recurso de forma mais cara e mais poluente. Esse alto custo já começa a chegar ao bolso dos consumidores de outros Estados, cujas concessionárias já tiveram autorização da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para reajustar as tarifas – algumas de até 30%. A data-base da Celg é setembro.

METEOROLOGIA

A engenheira hidrológica Cintia de Lima Vilas Boas, que é gerente de Hidrologia e Gestão Territorial do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), acompanha a situação das estações da Região Centro-Oeste e Tocantins. Pelos levantamentos, não há indicativo de mudança no regime sobre chuvas e vazões dos rios no período de seca, tampouco na época chuvosa.

O que acontece, conforme Cintia, é o deslocamento de dois ou três meses do início do período de chuvas – que pode antecipar ou atrasar. “Na série histórica pluviométrica, não há qualquer fenômeno que aponte diferença sobre isso”, enfatiza. Também não há indicação de que haverá uma mudança significativa até o final do ano.

Deixe um comentário