SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS METALÚRGICAS, MECÂNICAS E DE MATERIAL ELÉTRICO DE GOIÂNIA – SINDMETAL – GO

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Escalada de preços leva à redução no consumo

O preço do chocolate vem numa forte escalada há anos e tem provocado uma redução continuada no consumo dos ovos de Páscoa nos supermercados, onde estão presentes as líderes do segmento no País (Lacta, Nestlé e Garoto), aponta a Nielsen, empresa de pesquisas de mercado.

Levantamento mostra que, em 2012, embora o faturamento do setor com a venda deste produto tenha crescido 0,9% (devido ao reajuste de preços), o volume de vendas caiu 10% em relação a 2012. Em 2013, os ovos de Páscoa responderam por 16% do movimento da Páscoa em supermercados, contra 20% do ano anterior.

MUDANÇAS

Na Festa Radical, que trabalha com atacado e varejo de chocolate, algumas alterações foram feitas para a Páscoa este ano devido a mudanças na demanda de clientes. Segundo a gerente Cinthya de Oliveira dos Santos, o estoque de ovos na empresa foi reduzido, devido à queda na procura do produto por supermercados do interior.

Além disso, a loja deixou de trabalhar com uma marca muito conhecida por causa dos altos preços e adotou, no lugar, outra um pouco mais barata, com produção local e que tem bastante aceitação em Goiânia. Apesar disso, Cinthya frisa que o cliente do varejo não abriu mão do tradicional ovo de Páscoa.

“Os pais não têm escolha, porque atendem aos pedidos dos filhos. Mas os adultos estão comprando ovos menores. O número 20 sempre foi o mais vendido; agora, estão levando mais o 15 que, em alguns casos, já acabaram”, afirma a gerente, que confirma um aumento acima de 10% no preço. “O Sonho de Valsa 20, no ano passado, era R$ 19,99 e, hoje, custa R$ 25,99 – 30% mais.”

O presidente da Associação Goiana de Supermercados (Agos), Nelson Antonino Alexandrino Lima, também não acredita que os ovos de Páscoa sejam substituídos por outros produtos devido à própria tradição. Por outro lado, ele enxerga a possibilidade de haver uma mudança do consumidor para marcas mais acessíveis.

Para Nelson, não há previsão de queda de vendas e a expectativa é de que o setor alcance, pelo menos, o resultado do ano passado. “Basta ver que o número de lojas tradicionais e as especializadas em chocolates está aumentando.” Levantamento da GS&MD com empresas do Instituto de Desenvolvimento do Varejo (IDV) mostrou que o setor de chocolaterias espera crescer, em média, 4,7% este ano.

Nas redes de franquias, a expansão esperada é de 20%. Segundo a consultoria Gouvêa de Souza – GS&MD, a tendência de alta de preços do produto deverá continuar neste ano, já que os custos das fabricantes atrelados ao dólar – como a manteiga de cacau e as embalagens – subiram entre 10% e 15%, segundo informações dos próprios fabricantes.

Fonte: O Popular

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