Equipe econômica de Temer defende reforma da Previdência Social

Um dia após a formação de um novo grupo para discutir reforma da Previdência Social, integrantes da equipe econômica saíram em defesa de mudanças nas regras para a aposentadoria dos brasileiros.

Eles argumentaram que, atualmente, o sistema é “insustentável” e que, sem as alterações, será necessário aumento de tributos no futuro para garantir os recursos que farão frente ao pagamento de benefícios.

Os representantes da equipe econômica falaram sobre o tema durante participação em um seminário promovido pelo Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), em Brasília.

O ministro do Planejamento, Dyogo de Oliveira, disse que, em 1980, a expectativa de sobrevida, para cidadãos com 60 anos, era de mais 16 anos. Em 2015, disse ele, essa expectativa subiu para 25 anos – quase dez anos a mais.

Considerando que, em média, a idade de aposentadoria no Brasil é de 55 anos, acrescentou ele, o cidadão poderá viver mais 30 anos, em 2050, com aposentadoria, tendo contribuído também por 30 anos.

“É uma situação matematicamente insustentável. Essa pessoa não está sendo auto-financiada.. As contribuições dela não são suficientes para financiar aposentadoria”, acrescentou o ministro do Planejamento.

De acordo com o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Mansueto Almeida, o Brasil já gasta atualmente com a Previdência Social um nível próximo ao que o Japão também dispende.

“A gente vai envelhecer em 30 anos o que, na Europa, demorou 100 anos para acontecer. A reforma da Previdência é uma questão aritmética. Se não fizer e não reduzir ao longo  do tempo os regimes especiais, a única forma da conta fechar é se o governo daqui a 4, 5, 8 ou 20 anos, aumntassse carga tributrária, que também náo é uma saída”, declarou ele.

Na visão de Mansueto Almeida, a carga tributária, atualmente em 32% do PIB no Brasil, já é mais elevada do que a média de outros países emergentes – que é de 27% do PIB. “A gente tributa muito mais do que países comparáveis com o Brasil”, acrescentou.

Ele acrescentou que a reforma da Previdência Social, em todos os países do mundo, são reformas longas. “O rito, para discutir no Congresso, é um rito longo e o benefício não se deve esperar no próximo ano, ou em dois anos. A reforma da Previdência, a gente está falando em equilibrio estrutural de médio e longo prazos”, concluiu.

Fonte: G1

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