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Epidemia em Goiânia é iminente

Preocupada com a chegada da febre chikungunya no Estado, a Prefeitura de Goiânia lançou ontem uma campanha para prevenir a propagação do vírus, que é transmitido pelo mesmo mosquito da dengue, o Aedes Aegypti. Com o início definitivo do período chuvoso, a principal medida será o combate aos focos do vetor. Desde que começou a ser transmitida no Brasil, em setembro, até 25 de outubro, já foram confirmados 824 casos da chikungunya, sendo apenas 39 importados, segundo dados do Ministério da Saúde (MS). Em Goiânia, dois casos da doença foram confirmados, um em julho e outro em outubro, em pacientes que viajaram para fora do País. Outros dois casos de possível transmissão autóctone, ou seja, na própria cidade, estão em investigação.

O secretário Municipal de Saúde, Fernando Machado, ressaltou a importância de intensificar o combate, ainda mais com o risco de infecção de um novo vírus. “Diferente da dengue, em que muitas pessoas já foram contaminadas e estão imunes ao vírus, a chikungunya é nova e terá infestação rápida se encontrar o ambiente propício. Em menos de três meses ela pode contaminar 40% da população, gerando um impacto não só na área da saúde, mas também na economia, já que as dores intensas nas articulações podem afastar milhares de pessoas do trabalho por dias e até meses”.

A secretaria criou um plano de contingência e diz já ter alertado também a rede particular de saúde, que deve ser impactada pelo grande número de pacientes. A diretora de Vigilância em Saúde da SMS, Flúvia Amorim, diz que a participação da população é primordial, mesmo que a índice de infestação predial pelos focos do mosquito esteja pequena no momento, 0,5% dos imóveis, de acordo com o terceiro levantamento do índice rápido de infestação por Aedes aegypti (LIRAa) de 2014, divulgado pelo MS. “A tendência é aumentar com o período chuvoso. A doença vai chegar aqui, isto é fato, mas temos que tentar diminuir o seu impacto. Isso só pode ser feito se todos se conscientizarem e se empenharem na prevenção. Até mesmo uma embalagem que jogamos em local incorreto pode servir como criadouro”, alerta.

Flúvia diz que o período crucial para ‘caça’ ao mosquito é até dezembro de 2014, já que de acordo com a série histórica da SMS, os picos da dengue, assim como dos focos do mosquito, acontecem entre janeiro e março.

A secretaria deve finalizar amanhã o Liraa de outubro e com base nestes dados intensificar as ações de combate nos bairros com possibilidade de rápida progressão da epidemia. Um grupo gestor terá participação de todas as secretarias do município, visando ações educativas e também preventivas, como limpeza urbana e o trabalho dos agentes de endemias.

SINTOMAS

As duas doenças têm sintomas semelhantes, febre alta, dor muscular e nas articulações, cefaleia e exantema, que costumam durar de três a 10 dias. As maiores diferenças são que a chikungunya é menos letal, mas o paciente tem dores nas articulações mais acentuadas, podendo se estender por meses e se tornar crônica. A letalidade da chikungunya, segundo a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), é rara, sendo menos frequente que nos casos de dengue.

Flúvia explica que o individuo pode, inclusive, ser contaminado com as duas doenças ao mesmo tempo. “É uma doença nova até mesmo para os profissionais de saúde e os kits de exames não são fabricados por laboratório particular. Todo o caso, antes do 10º dia, deve ser tratado como dengue, já que esta doença oferece mais riscos”.

Os grupos de risco das doenças também são parecidos: idosos, crianças e portadores de doenças crônicas. As gestantes também preocupam os especialistas, diz Flúvia, já que o vírus da doença pode ser transmitido para o bebê durante o parto. “O que se deve fazer é evitar o parto no período de viremia, ou seja, no período de multiplicação do vírus no corpo, que vai até o oitavo dia da contaminação”.

DIFICULDADES

O diretor do Departamento de Vigilância e Controle de Zoonoses, Edson Almeida Gomes, diz que a principal dificuldade no combate ao mosquito tem sido a falta de compreensão e mudança de comportamento da população. Ele diz que o maior problema não são os imóveis fechados, mas sim os habitados. “O mosquito gosta de gente e vai querer estar perto de onde encontra alimento.

Fonte: O Popular

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