Endividamento dos goianos cai 17% em junho

Os goianos estão preferindo pagar dívidas a fazer novas compras. É isso que revela a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) realizada pela Federação de Comércio do Estado de Goiás (Fecomércio GO) e divulgada ontem. O estudo mostra uma redução de 17,5% do endividamento do consumidor em relação a maio e uma queda de 13% em comparação ao mesmo período do ano passado.

Segundo a pesquisa, a dívida dos goianos se concentra nos cartões de crédito (73%), seguido pelos carnês (33%), financiamento de carro (10%) e crédito pessoal (8%). Dentre os endividados, 85,3% revelaram que têm de 11% a 50% da renda comprometida com dívidas.

Para o presidente da Fecomércio GO, José Evaristo dos Santos, a redução do endividamento demonstra cautela do consumidor. “As famílias, no momento de dificuldade, fizeram a opção por puxar o freio de mão. Essa opção direcionou o dinheiro para a regularização da dívida,”explica.

Apesar da ligeira quedo do endividamento, Santos acredita que os resultados da pesquisa não podem ser comemorados. “A inadimplência foi mantida e as famílias com dificuldades em pagar também continua no mesmo nível,” justifica.

Momento de cautela

A precaução dos consumidores goianos também é revelada por outro estudo divulgado ontem pela Fecomércio GO. Segundo a pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF), para os próximos meses, 42,6% dos entrevistados acreditam que o consumo de suas famílias e da população em geral será menor do que no segundo semestre do ano passado. O índice é o menor desde 2010.

Santos avalia que a desaceleração da economia, os juros e inflação altos tem abalado a confiança tanto dos empresários quanto dos consumidores. A baixa expectativa em relação à economia brasileira tem gerado quedas sucessivas nas vendas, o que piora ainda mais o cenário atual.  “Tivemos uma queda considerável esse ano. Em Goiânia, no acumulado do ano, as vendas foram 8,5% menores que no ano passado. O quadro não é bom, o desemprego aumentou,” pontua.

O presidente da Fecomércio não acredita numa mudança do cenário em curto prazo. Ele recomenda que os consumidores continuem restringindo o consumo e que os empresários busquem inovações para superar a crise. “O momento é de cautela, muita cautela,” ressalta.

Fonte: O Hoje

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