Empresas poderão pagar conta menor

Empresários goianos serão apresentados a uma nova forma de adquirir energia que promete economizar entre 15% e 20%

Um mês e meio após a tarifa de energia elétrica para a indústria ficar mais cara 21,01%, os empresários goianos serão apresentados a uma nova forma de adquirir energia que promete economizar entre 15% e 20%, o valor do boleto de conta de luz, sem diminuir os quilowatts (kW) necessários para manter a produção industrial. A Federação da Indústria do Estado de Goiás (Fieg) promove hoje, às 15 horas, curso para as empresas sobre as normas e formas e operacionalidade do mercado livre de energia elétrica.

Na prática, o curso explica que o empresário goiano pode adquirir energia elétrica de geradoras instaladas em todo o território nacional, exceto Amazônia e Acre, com preços cobrados conforme oferta e demanda do mercado.

Para tanto, há duas categorias de empresas beneficiadas: unidades consumidoras com demanda igual ou superior 500 kW, o que corresponde a hotéis e pequenas indústrias, e unidades consumidoras com demanda igual ou superior a 3 mil kW. Com a retração da indústria nacional, reflexo da crise internacional, profissionais garantem que há uma sobra real de, em média, 15% da energia gerada pelo País.

CONSELHO

Segundo o presidente do conselho temático de infraestrutura da Fieg, Célio de Oliveira, o objetivo do evento é informar aos empresários que essas novas alternativas geram redução de custo de energia. “Como durante alguns anos, empresários goianos pagaram a energia mais barata do País , os empresários não precisavam administrar mais esse custo”, diz. Desde 2006, a Celg era impedida de reajustar as tarifas em função de sua inadimplência com o setor elétrico.

De acordo com o engenheiro, Rodrigo Arruda, os empresários podem comprar sobras de energia de empresas geradoras, embora a distribuição de energia continue sendo realizada Celg. Essa migração corresponde a 40% do valor total da conta de luz e não há alteração para as grandes indústrias. Elas são beneficiadas somente com a aquisição mais barata de energia, o que representa, em média, 60% da conta de luz. “A energia pode ficar até 15% a 20% mais barato que a comprada pela distribuidora”, calcula. Rodrigo, que é diretor da Cogeração Energia, empresa que comercializa e gera energia, frisa que uma empresa pode aproveitar oportunidades oriundas da redução de demanda e adquirir energia suficiente para suprir a necessidade de produção por até três anos. Ao contrário da compra, o pagamento é realizado mensalmente.

VANTAGEM

Outra vantagem está na diferença de valores do horário de ponta: entre às 17 horas e 20 horas. Neste horário, o valor da energia das distribuidoras eleva seis a oito vezes em relação aos demais horários. “Como alternativa, muitos empresários desligam a energia da Celg e operam com os geradores movidos à diesel. Isso dá um trabalho logístico complicado”, afirma. Já a energia adquirida no mercado livre, independente do horário, não há distinção de preço.

A unidade consumidora com demanda igual ou superior a 500 kW, tem opção de adquirir energia no mercado livre do produtor de energia renovável produzida por fonte híbri da. Nesse caso esses empresários também são beneficiados com a diminuição de 50% do valor da conta.

Fonte: O Popular (GO)

Deixe um comentário