Empresários e vereadores contestam reajuste do IPTU de Goiânia

Empresários e vereadores se reuniram na noite desta quarta-feira (19/11) para discutir a Projeto de Lei que regulamenta a atualização da Planta de Valores do IPTU e ITU de Goiânia. O encontro foi realizado na Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Goiás (Acieg), onde prevaleceu a tônica de que aumentar o IPTU/ITU em 57,8% para 2015 e 29,7% para 2016 deve provocar grande impacto nas contas do empresariado e no bolso da sociedade.
 
A presidente da Acieg, Helenir Queiroz, destacou que pretende levar uma resposta objetiva para a sociedade sobre o aumento do IPTU. “A Acieg é uma entidade de classe empresarial, mas defende primeiramente a sociedade, pretendemos com a audiência defender os interesses da sociedade e das pequenas e médias empresas que são as principais vitimas do aumento abusivo do IPTU”, destacou.

Abusivo
A apresentação técnica da proposta de aumento dos impostos ficou a cargo da vereadora Dra. Cristina (PSDB). A tucana defende que a proposta é abusiva e pediu apoio dos empresários e da população para que pressione seus vereadores pela não aprovação do Projeto de Lei de atualização da Planta de Valores do IPTU e ITU. “Um aumento maior que 30% é abusivo ao bolso do cidadão. Com a audiência pretendemos construir um bom senso entre vereadores e a população”.
 
Em entrevista, Thiago Albernaz (PSDB) propôs o aumento de acordo com a inflação e alertou sobre a diferença nas alíquotas cobradas pela Prefeitura. “A diferença cobrada do IPTU entre algumas regiões de Goiânia é discrepante, muitos lugares em desenvolvimento são cobrados uma alíquota muito abaixo, enquanto em outras regiões pobres de cidade está sendo feito uma cobrança do IPTU alta e injusta com o cidadão”.
 
No final, a audiência negou qualquer aumento ou atualização do Projeto de Lei da Planta de Valores do IPTU e ITU de Goiânia. “É ilegal e injusto atualização do IPTU pelo péssimo serviço oferecido pela Prefeitura ao cidadão”, afirmou o pessebista Elias Vaz (PSB), que não concorda com nenhum aumento proposto pela Prefeitura de Goiânia.

Em caso de não haver acordo e o projeto de 57,8% de reajuste for rejeitado pelo plenário da Câmara, permanece o aumento já praticado nos últimos anos, em que o imposto segue a inflação.

Fonte: A Redação

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