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Emprego na indústria paulista tem pior julho em oito anos, diz Fiesp

Fechamento de fábrica no interior de SP afetou resultado do mês. Indústria paulista fechou 5,5 mil vagas entre junho e julho

Ao fechar 5,5 mil vagas entre junho e julho, a indústria paulista reduziu em 0,36% seus postos de trabalho, já descontados os ajustes sazonais, o pior desempenho para o período desde que a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) iniciou a medição, em 2006.

A retração supera, inclusive, a queda vista em 2009, quando o Brasil se via obrigado a lidar com os efeitos da crise internacional. Em julho daquele ano, o emprego na indústria de São Paulo recuou 0,31%, na série dessazonalizada.

“Tivemos nesse ano um julho atípico”, diz o diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp, Paulo Francini. Ele ressalta que os números do mês passado foram influenciados pelo fechamento de uma fábrica do setor de couros e calçados em Franca, interior de São Paulo. A empresa, segundo Francini, demitiu cerca de mil funcionários. “A fábrica foi fechada por um 'malfeito', que levou a uma ordem judicial. Se não fosse por isso, provavelmente não teríamos o pior julho dos últimos anos”, afirma.

A expectativa da Fiesp é que sejam criados nesse ano entre 10 mil e 15 mil empregos na indústria paulista. Isso significa que, até o fim do ano, mais de 38 mil vagas serão fechadas, uma vez que entre janeiro e julho foram abertos 53,5 mil postos de trabalho na indústria em São Paulo. “Teremos uma devolução do emprego no setor de açúcar e álcool, como acontece todo ano, de cerca de 30 mil vagas, e mais algumas nos demais setores”, comenta Francini.

Ainda assim, o diretor da Fiesp vê em 2013 uma situação não tão ruim como a de anos anteriores, já que a expectativa é de saldo positivo na geração de empregos. No ano passado, a indústria paulista fechou 53 mil postos de trabalho.

Pelas projeções da Fiesp, a indústria de São Paulo crescerá 3,2% neste ano e 3,1% em 2014. A desvalorização do real frente ao dólar e as concessões em logística tendem a dar fôlego ao setor, de acordo com Francini.

Fonte: G1

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