Emprego formal deve estagnar em 2012, diz pesquisador

Os índices de emprego formal estão chegando ao limite e podem ficar estagnadas em 2012

Os índices de emprego formal estão chegando ao limite e podem ficar estagnadas em 2012, segundo o pesquisador Fernando de Holanda Barbosa Filho, pesquisador do IBRE/FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas).

O especialista fez essa previsão ao analisar os dados do IES (Índice de Economia Subterrânea), que é calculado pelo Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial e pelo IBRE/FGV e mede as atividades produtivas não declaradas ao governo, produzidas na informalidade, para sonegar impostos.

Esse índice está em queda e em 2011 atingiu, pela primeira vez, a marca dos 16,8% do PIB (Produto Interno Bruto), de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (4). Mas, para Filho, um dos principais responsáveis pela queda no índice, o crescimento do emprego formal, está próximo do limite.

“Apesar de ter diminuído o ritmo de crescimento da economia, o mercado de trabalho formal está, ainda, muito aquecido. Entretanto, nossa previsão é que esse aquecimento tenha chegado ao seu limite institucional e fique estagnado a partir de 2012”, diz, em comunicado.

Dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) indicam uma redução no número de empregos com carteira assinada no Brasil. Em maio deste ano o saldo de postos de trabalho criados ficou em 139,7 mil, uma queda de 44,5% frente a maio de 2011 e quase a metade das vagas geradas em abril (217 mil).

Fonte: Folha.com

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